Hoje foi publicada uma reportagem de Toni Sciarretta, Julio Wiziack e Flávio Ferreira, na "Folha de S. Paulo", além de outros sites de notícias, informando que o Banco PanAmericano (lembram dele?) precisa de um aporte de R$ 600 milhões para mudar sua situação de capital próprio, objetivando reforçar o caixa necessário para manter o ritmo de concessão de empréstimos e novos financiamentos. Segundo informações, para se fazer operações de crédito, uma instituição financeira precisa ter, no mínimo, 11% de capital próprio e o PanAmericano tem atualmente 11,99%, ficando próximo do limite. A situação seria vista como um “problema” do próprio sucesso do banco: o PanAmericano seria uma máquina de fazer empréstimos.
A instituição, que tinha como proprietário o apresentador Silvio Santos, ficou conhecida pelo grande público pelo fato de quase quebrar no fim do ano passado, após a descoberta de um esquema de fraudes que totalizaram um rombo de R$ 4,3 bilhões e a demissão de seu presidente. Atualmente, o banco é comandado pelo BTG Pactual, que adquiriu a participação de Silvio Santos, e pela Caixa Econômica Federal, que possui uma fatia de 36%. O episódio de 2010 provocou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF), ainda em andamento. Outro problema apurado seria que a Caixa também está sendo investigada pela PF por suspeita de que teria adquirido participação no PanAmericano com consciência deste rombo e por supostas influências políticas, visto que o presidente da CaixaPar (instituição que fez a compra do PanAmericano, seria amigo do ex-presidente do banco). O banco nega que sofreu pressão para a realização desta transação.
O Banco Central (BC) exigiu um aporte dos sócios para regularizar a questão do capital próprio. O aumento de capital deveria ser feito ainda em 2011 e a ideia inicial do BC segundo a reportagem, era conseguir um aporte de R$ 1 bilhão no banco, mas os atuais dirigentes do PanAmericano decidiram por um investimento de R$ 600 milhões, pois este exigiria menos de R$ 250 milhões da Caixa. Porém ainda segundo a publicação, para capitalizar o banco os executivos estudam realizar uma Oferta Pública de Ações (OPA) no início de 2012. Bem, vamos acompanhar.... Até a próxima!