Olá, pessoal!
Há no mercado informações de uma mudança prevista nas carteiras de investimento das previdências privadas abertas, aquelas que fazemos nos bancos e seguradoras próprias.
O governo prepara novas regras para aplicação dos recursos de fundos destas previdências VGBLs e PGBLs, com o objetivo de alongar prazos de investimento e reduzir substancialmente a presença de ativos atrelados à taxa Selic, estratégia esta que faz parte do esforço de reduzir o grau de indexação na economia, a exemplo do que já foi feito com os fundos das empresas estatais.
Um dos aspectos importantes das mudanças é que os fundos deverão usar como meta de rentabilidade um dos indicadores de renda fixa da Anbima, ou o IMA (Índice de Mercado) ou o IDkA (Indice de Duração Constante), e não mais a taxa DI como é hoje.
Pela proposta da Fazenda, os títulos atrelados à Selic não deverão superar 20% do patrimônio dos fundos. Como hoje cerca de 60% do patrimônio está ativos atrelados aos juros básicos, provavelmente haverá um prazo de transição para a redução. Os outros 80% do patrimônio dos fundos poderão ser investidos em títulos indexados a índices de preço. O prazo mínimo das aplicações atreladas a esses índices é de um ano.
No modelo do governo, a nova regra seria aplicada a cada fundo de previdência. Mas o setor pede que a regulação se aplique à carteira consolidada de cada instituição para facilitar as alocações e permitir que as seguradoras tenham um pouco mais de liberdade em montar suas estratégias, premiando as relações de risco X retorno das carteiras.
É uma mudança interessante e que eu já venho trabalhado há algum tempo com meus clientes, buscando índices que estejam mais em acordo com o cenário atual em vez de alocarmos apenas em DI puro. O resultado tende a ser mais consistente e alinhado às oscilações do mercado, trazendo resultados benéfícos para as carteiras.
Fiquem de olho em seus planos e acompanhem as notícias.
Fico por aqui, até a próxima!