quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tchau 2012!!!


Olá, pessoal !!!

Último post de 2012.... quantas coisas vivemos neste ano, não é mesmo? O mercado começou eufórico acreditando numa alta de PIB de 4%aa., estamos fechando o ano com talvez nem 1% de PIB efetivo.... inflação também acima do centro da meta de 4,5%aa, embora o câmbio mais ajustado a um padrão competitivo.... realmente não temos muito a comemorar neste fechamento.... mas quem sabe o fim do mundo chega e dá uma reviravolta nestas condições, já pensaram?

Mas agora falando sério, este ano também teve muitas coisas boas.... fundos sofisticados e diferentes surgindo, aplicações que antes nem ouvíamos falar e agora acompanhamos periodicamente, tais  como fundos imobiliários, FIDC’s, LCI’s, etc. E a novidade que estou acompanhando agora, os fundos multimercados que apostam em ativos de luxo como vinhos especiais, carros de alto luxo, coleções, etc... quando iríamos imaginar este perfil? Ainda muitos destes estão voltados para os investidores super-qualificados, com volumes acima de R$ 1MM, mas acredito que em breve um investidor qualificado (com volume acima de R$ 300 mil) já conseguirá acessar boa parte deste tipo de fundo mais requintado, focado em sonhos e em “mimos” super exclusivos....

E a tendência é esta mesma... com taxa de juros fechando o ano em 7,25% (e com expectativa de se manter estável por todo 2013), vivenciamos um cenário que no Brasil é pouco conhecido, onde as taxas de juros ficam tão pouco competitivas que precisamos sair à cata de investimentos mais arrojados visando um ganho melhor no longo prazo. E como já falei este ano todo, esta é uma tendência que não deverá mudar...... então, vamos correr atrás e buscar produtos que se adequem às nossas necessidades.....

Portanto, para o ano que vem meus desejos são que vocês contem com excelentes profissionais lhe assessorando nestas alocações, consigam encontrar ótimos produtos de investimentos, tenham muitos bons resultados, de acordo com seus objetivos X seu perfil e ainda consigam manter a esperança, a motivação, a calma, a persistência e muita saúde para enfrentar os desafios do nosso mercado, transformando 2013 no melhor ano de suas vidas!!!!

Fico por aqui, Boas Festas e até 2013!!!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Boa semana


Olá, pessoal!!

Estamos por aqui mais uma vez conversando sobre mercados e investimentos... hoje é dia de Boletim Focus e dois dias antes da última decisão do Copom neste ano sobre as taxas de juros o mercado lamenta novamente as projeções para nosso PIB este ano, de apenas 1,5%. Para 2013 também já começou a cair também, estão projetando 3,94% agora...

Inflação para este ano as projeções apontam 5,43% e para 2013 a expectativa desta semana é de 5,40%, acima da projeção da semana passada... e realmente neste contexto está difícil encontrarmos um investimento seguro e com rendimentos altos. A verdade é que como já falamos antes, a perspectiva do capitalismo está mudando e nós temos que nos adaptar.

Investimentos serão cada vez mais voláteis para termos bons rendimentos. E a diversificação é fundamental para buscarmos minimizar os riscos e aumentar as chances de bons retornos. Se até o câmbio hoje já falam de uma cotação a R$ 2,45 num prazo médio, temos que compreender o mercado atual e buscarmos nos adaptar a ele.

Por isso fica nossa dica para um excelente início de semana.... está precisando de assessoria em investir? Busque um profissional isento para lhe auxiliar. Desta forma você consegue aliar bons produtos a uma assessoria efetiva que agregue valor às suas necessidades e objetivos. Pense nisso!

Grande abraço, até a próxima!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A hora e a vez dos multimercados

Olá, pessoal...

No início da minha carreira o bom mesmo era investir em renda fixa.... renda variável a gente quase não operava, porque era um bicho de sete cabeças, pessoas haviam perdido tudo no passado, não haviam analistas para conversar, tudo era engessado e complicado.... E eram somente estas opções...

Com o tempo foram surgindo fundos de crédito privado, nasceram os VGBL's e entraram em circulação os chamados produtos multimercados, fundos que misturavam um pouco de renda fixa e um pouco de ações. E só isso.... eles buscavam, quando a bolsa ia bem, ganhar mais do que a renda fixa tradicional, e na queda dela, proteger um pouco do patrimônio...

Quanta coisa mudou nestes últimos anos, especialmente depois da crise financeira mundial... Hoje há fundos multimercados com inúmeras estratégias, desde moedas, inflação, crédito privado, ações e índices de ações, enfim, tem para todos os gostos.... e neste cenário de bolsa patinando em 2012 (com a queda de 3,56% em Outubro ela está acumulada no ano em apenas 0,55%), quem foras as "bolas da vez"? Os tais multimercados....

Com muitos bons gestores no mercado, temos fundos disponíveis para aplicação em produtos com ganhos que variam entre 14 a 32% no ano, sendo que grande parte com ganhos entre 15 e 25%, o que está excelente se pensarmos que vamos fechar o CDI próximo a 9%....

E de fato esta tem sido a estratégia mais usada para nossos clientes, pois sabemos que o momento é propício, a renda fixa é importante mas deve ser parte de curto prazo das carteiras, enquanto que o mercado de ações é focado para longo prazo e ainda assim com ressalvas em relação às escolhas dos papéis... Por isso os multimercados conseguem fazer um papel que antes era possível apenas a fundos com parte do risco em renda variável. 

Trabalhando com outras opções de aplicações além de ações e renda fixa pura, eles tem conseguido desempenhos que auxiliarão os clientes a manterem a qualidade de seus rendimentos. Lembrando que rentabilidade passada não é garantia de futura, mas vale para analisarmos a eficiência até então da gestão.

E claro, tendo um consultor especializado, ele estará antenado às alterações das condições no contexto econômico, auxiliando-os para a mudança, quando necessária, dos produtos da sua carteira. Pense nisso, busque ganhar mais e melhor!!!

Fico por aqui, até a próxima,

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Dicas para investir

Olá, pessoal!

Esta semana lendo as notícias de mercado realmente vejo que daqui para a frente estará cada vez mais difícil ganharmos dinheiro "fácil" neste mundo dos investimentos. Nunca tivemos tantas mudanças em nosso contexto no mercado de capitais como agora.

Cada vez mais será necessário garimpar novas empresas e gestoras diferentes para buscarmos conhecer produtos diferenciados, correr mais riscos ao empreender com novos produtos, saindo do confortável grande banco para buscar um rendimento melhor, além, é claro de estarmos sempre preparados para as mudanças do cenário econômico e contarmos com bons profissionais ao nosso lado nos assessorando...

Afinal, quando precisamos ir ao médico porque estamos mal geralmente vamos a um clínico geral, certo? E quando sabemos o que temos, seguimos para um especialista cuidar do nosso problema de forma específica, não?

Com nossos investimentos é a mesma coisa. Quando tudo está relativamente tranquilo, a gente acaba se contentando com as indicações do nosso gerente ou consultor do banco, que nos passam muitas indicações geralmente de produtos que independente de serem bons ou não, são a "meta" do mês que precisam ser fechados.. e a gente acaba comprando...

Então se nós vivemos num mundo capitalista, onde buscamos trabalhar para angariar recursos para promover a qualidade de vida da nossa família, cuidar do nosso futuro, conquistar alguns sonhos, como é que não daremos a devida atenção para que este recurso seja bem aplicado e nos proporcione uma maior tranquilidade? Pense nisso.

 Aqui coloco uma matéria que revi de um site americano da companhia de investimentos Motley Fool. Ele cita as 9 regras que na opinião deles os investidores deveriam seguir. Claro que elas estão no contexto americano, mas dá para usarmos praticamente todas as dicas no Brasil também:


1 – Nove em dez profissionais de finanças não tem o interesse do cliente como prioridade
Como eu havia comentado....  eles dizem que Wall Street atrai alguns dos melhores estudantes das melhores universidades. E poucos deles entram para o mercado financeiro porque têm o desejo de ajudá-lo a alocar seus investimentos da forma mais eficiente. Eles vão para esse mercado porque querem ficar ricos.

E a maneira de ficar rico em Wall Street mais facilmente não é se tornando o próximo Warren Buffet e sim encontrando pessoas ingênuas para pagar taxas de administração e comissões elevadas em produtos de investimento que raramente conseguem sequer superar seus índices de referência.

Por isso, Housel aconselha que você fique bem atento antes de entregar seu dinheiro na mão de alguns profissionais. Procure bem e avalie a transparência é ética que lhe apresentam, além de seu histórico.

2 – Não tente prever o futuro
Há pouco mais de dez anos, a Grécia era um país forte, a Rússia estava quebrada, o barril do petróleo custava US$ 13, a AOL dominava a internet, economistas achavam que o governo eliminaria a dívida nacional em 2009, a Apple era uma piada, a General Motors estava no topo da valorização, Mark Zuckerberg era um estudante, o “bug do milênio” era uma enorme preocupação e a revista Fortune dizia que a Enron era uma das empresas mais admiradas dos EUA.

A próxima década também terá muitas mudanças. Aprender a lidar com elas é mais importante do que tentar prevê-las. Ninguém é capaz disso. Embora alguns vendam que são... 

3 – Poupar é mais importante que investir
Esta máxima eu adoro!! Você pode fazer bons investimentos, mas se não tiver guardado algum dinheiro para começar, não conseguirá atingir seus objetivos. As pessoas gastam muito tempo pensando na estratégia e em como melhorar a rentabilidade da aplicação, mas muitos conseguiriam resultados melhores se simplesmente se preocupassem em pensar em como poupar mais.

4 – Esqueça o noticiário
Um ciclo de 24 horas de notícias é feito para quem não consegue enxergar mais que 24 horas à frente. Por este motivo, uma notícia longa, mas muito importante, sobre um aumento na produção de energia é raramente mencionada, quando o índice Dow Jones cai 20 pontos é noticiado como manchete urgente.

Para Housel, o relacionamento da maioria das pessoas com as notícias de economia deveria ser: (a) nenhum, ignore todas as notícias ou (b) algo que ajude a entender melhor como o mundo funciona, mas que raramente o obrigue a tomar alguma ação. Por isso fundamental ter um bom assessor, que é bastante comum por lá.

5 – A inteligência emocional é mais importante que  conhecimento técnico
Pegue dois investidores. Um é um cientista formato pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), com um QI muito alto. Ele usa alavancagem e opera várias vezes por semana, usando sua inteligência para ser mais esperto que o mercado, saindo dos investimentos quando acha que é o momento certo.

O outro é uma pessoa “comum”, que nunca esteve na faculdade, poupa dinheiro todo mês e aplica em um fundo de índice (ETF) mensalmente. Ele não está preocupado em ser mais esperto que o mercado. Na opinião de Housel, quem conseguirá os melhores resultados no longo prazo é o segundo. “Investir não é um jogo onde o cara com QI de 160 supera outro cara de 130”, já dizia Warren Buffett. Investidores de sucesso são aqueles que reconhecem suas limitações, mantêm a cabeça fria e agem com disciplina.

6 – Fale sobre dinheiro
Investir não é fácil. Mexe com as emoções, pode nos deixar nervosos, irritados, com medo e confusos. Quando tomamos nossas decisões com essas emoções à flor da pele, na maioria das vezes nos arrependemos.

Por isso, Housel aconselha que você converse com alguém antes de tomar uma grande decisão com seus investimentos. Pode ser um amigo, um consultor financeiro ou um investidor mais experiente. O pior que pode acontecer é ouvirmos algo com o qual não concordamos e aí ignoramos o conselho. Mas frequentemente ouviremos algo que pode dar outras perspectivas e ajudar a moldar nossos pensamentos.

7 – A maioria dos problemas financeiros é causada por endividamento
O especialista do Motley Fool ressalta cita um exemplo de um conhecido que ganhava centenas de milhares de dólares por ano como um especialista em um campo profissional avançado, mas pediu falência em 2009 e provavelmente terá que continuar trabalhando quanto tiver mais de 70 anos. 

Um outro conhecido, que nunca ganhou mais que US$ 50 mil por ano, conseguiu se aposentar sem problemas quando precisou. A principal diferença entre ele é que o primeiro se endividou para viver com um padrão de vida superior ao seu, enquanto o outro evitou contrair dívidas e manteve um padrão mais realista.

 8 – Esqueça o desempenho passado
Morgan Housel aponta que, quando se trata de ações ou fundos de investimento, uma das piores formas de avaliar seu potencial de retorno é olhando a performance passada.

Se uma ação valorizou muito nos últimos anos não quer dizer que ela continuará subindo nos próximos anos. Para ele, investimentos que apresentaram fortes retornos recentemente deveriam ser vistos com cautela, com o risco até de uma bolha. Por isso, você deve procurar comprar ações de empresas que você entenda e que tenham alguma vantagem competitiva.
O mesmo vale para os fundos na minha opinião, é importante ter idéia de como os gestores vieram trabalhando, mas jamais achar que será idêntico no futuro. pode até ter um desempenho melhor, mas fundamental é conhecer a qualidade das análises e acompanhar de perto. 

9 – Não existe “investimento perfeito”
Esta também eu adoro e concordo plenamente. O ouro, que é apontado frequentemente como um investimento estável, desvalorizou 70% de 1980 até o inicio do ano 2000. Títulos do Tesouro norte-americano perderam 40% de seu valor ajustado pela inflação do final da 2ª Guerra até o início dos anos 80. Ações de empresas norte-americanas que eram excelentes investimentos em 2000, recuaram 40% até março de 2009. E os imóveis também desvalorizaram muito nos EUA.

Por isso, Housel ressalta que os investimentos são arriscados. Coisas ruins podem acontecer com qualquer aplicação. Avaliações são invalidadas, segmentos de negócios sofrem mudanças, executivos de empresas erram, políticos tomam decisões ruins e as coisas normalmente não ocorrem como planejadas. Diversificação é a chave, assim como a paciência, uma mente aberta e a capacidade de ignorar os modismos e o entusiasmo da maioria das pessoas.

Bem, fico por aqui, espero que as dicas sejam úteis para você.

Até a próxima,


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Notícias da Semana


Olá, pessoal, mais uma bela semana começando!

Ao ler as matérias dos jornais de hoje, percebo claramente o que falávamos há alguns anos sobre a mudança no mercado de capitais que era necessário para o Brasil avançar... Hoje ela acontece literalmente...

Os investidores me questionam sistematicamente sobre quais os produtos que devemos ter nas carteiras para podermos sonhar com os ganhos de 1%a.m. que tínhamos num passado não tão distante.... e cada vez mais digo que não temos mais como garantir ou assegurar um rendimento específico daqui para a frente...

Eu, por exemplo, ainda recomendo produtos atrelados à inflação, mas com as quedas precificadas das taxas de juros, somente os títulos de vencimentos mais longos tenderão a trazer bons retornos. Com isso, a expertise dos gestores é que fará a diferença ao montar/administrar uma boa alocação em seus fundos. E o cliente precisa acompanhar isso de perto, ou claro, ter um profissional que o assessore nesta operação, para poder manter a qualidade e versatilidade da sua carteira.

Além destes produtos, bons multimercados estão conseguindo retornos acima do CDI e dos índices de bolsa, que neste ano estão pífios até o momento. Alguns fundos já renderam entre 14 a 30% desde o início do ano. Nada mal num mercado cada vez mais complicado de se ganhar dinheiro como antes....

Por outro lado o Brasil nunca esteve tão produtivo de fato. E esta é uma tendência que conforme já comentei antes, não deverá mudar. Se nos espelharmos nos países desenvolvidos, com economias em crescimento, veremos que suas taxas de juros reais não passam de 2%a.a., algumas são até negativas. Nos EUA, por exemplo, os investidores para se protegerem da inflação chegam a aceitar juros negativos. Aqui ainda não precisamos disso, mas nossos ganhos tenderão a ser maiores ao empreendermos do que ao aplicarmos no mercado financeiro. E isso não é ruím, muito pelo contrário, é bom para nossa economia.

Mas que de fato nosso apetite ao risco precisa aumentar e se diversificar, isso sim. Renda fixa na minha visão apenas para a parte de curto prazo, demandas curtas. A carteira em si deverá ter multimercados, imóveis, ações, fundos de ações, estratégias específicas, enfim, uma carteira com múltiplas opções de investimentos, condizentes com o perfil, objetivos e necessidades de cada investidor.

As conversas entre consultor e cliente deverão ser mensais, rotineiras, para que possa-se  sempre acompanhar de perto as alterações de mercado e mudanças de tendências. Afinal, o que era bom investir no mês passado, nem sempre continuará bom neste mês. E é preciso estar atento para conseguir bons resultados, onde cada pequeno ganho fará muita diferença no futuro!

Bem, fico por aqui, até a próxima!


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Semana Democrática

 Olá, pessoal!!

 Semana começando após o dia democrático de eleger os representantes das nossas cidades.... Aproveitando o gancho informo que as escolhas que fazemos em nossa carteira de investimentos daqui para a frente serão fundamentais para termos bons resultados no futuro.... vamos ficar atentos!!

 No radar econômico a boa notícia é que aumentam as apostas de uma Selic caindo 0,25pp na próxima reunião nesta quarta-feira, Hoje ela está em 7,5%aa. Esta posição é a verdade uma reação do mercado face à piora no cenário externo, situação que vai na linha de declarações feitas na semana passada pelo diretor de Assuntos Internacionais do BC, Luiz Awazu Pereira. Para ele "deve haver no Brasil uma calibragem da política de juros que permita a aceleração da economia doméstica, em meio às fracas perspectivas para as economias desenvolvidas nos próximos anos."

 Há estatísticas de que as tesourarias bancárias já começaram a montar posições em prol de uma outra redução da Selic nessa mesma magnitude na reunião do Copom do fim de novembro, a última deste ano, embora as apostas ainda sejam marginais, vamos olhar mais para a frente. Inclusive os comentários de Awazu ampararam ainda o aumento das apostas de que a autoridade monetária não eleve o juro básico no próximo ano.

 Na pesquisa Focus do BC de hoje a estimativa do Top 5 médio prazo para a Selic no fim de 2013 caiu a 7,25%, ante 7,88% na edição anterior, pela mediana das previsões. Já a mediana das previsões para a Selic para o fim deste ano e o próximo se manteve em 7,50% e 8,00%, respectivamente.

 Agora do lado negativo, o mercado piorou a expectativa para a produção industrial, vendo agora uma queda de 2,00% neste ano, ante baixa de 1,92% na pesquisa anterior. E o PIB continua estável em míseros 1,57% de crescimento, o que não é uma boa notícia realmente.

 Já em relação à nossa querida inflação, as expectativas do mercado para 2012 continuaram a se deteriorar. A mediana das estimativas de cerca de cem instituições consultadas para o IPCA subiu – pela 13ª semana consecutiva - de 5,36% para 5,42%. Para 2013, contudo, a mediana voltou a cair pela segunda vez, de 5,48% para 5,44%.

 Enfim, diante destes dados, continuo recomendando produtos atrelados aos índices de inflação, além de buscar bons multimercados para diversificar a carteira. Desejando mais indicações, não deixe de nos contatar.

Fico por aqui, até a próxima,

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Radar Semanal

Olá, pessoal!

Esta semana vamos falar sobre uma nova forma de aplicação que certamente entrará no radar das carteiras dos investidores pessoa física: Debêntures (títulos de crédito de emissão de empresas privadas).

Com as quedas de juros no mercado de renda fixa, o investidor terá que correr um risco maior para ganhar melhor. Esta semana está sendo negociada uma emissão de debêntures do grupo Autoban (subsidiária da CCR). Cada debênture que poderá ser comprada por investidores comuns terá valor unitário de R$ 1 mil, mas o investimento mínimo para as pessoas físicas será de R$ 3 mil. O pedido máximo de reserva na oferta de varejo será de R$ 300 mil.

Para quem está acostumado com o Tesouro Direto, sistema de compra de títulos públicos pela internet, as debêntures vão se parecer bastante com as NTN-Bs, que são corrigidas pelo IPCA e pagam uma taxa de juros prefixada, em parcelas semestrais. No caso dos papéis da Autoban, o prazo de vencimento é de cinco anos, com a amortização do principal ocorrendo em 15 de outubro de 2017.

As debêntures da concessionária devem pagar um pequeno prêmio, de até 0,25% ao ano, sobre o rendimento da NTN-B com vencimento em agosto de 2016, papel público de prazo mais próximo, por isso neste cenário ficará interessante.

Há, porém, algumas diferenças entre os títulos públicos e as debêntures a que o investidor deve prestar atenção. A primeira, que vale para as debêntures da Autoban e para os demais papéis incentivados que vierem a ser emitidos, é que elas terão isenção de IR sobre o rendimento. Como o incentivo só vale para papéis de longo prazo, isso representa uma economia de 15% sobre o retorno total.

Considerando uma inflação anual de 5% e juro real de 3,5% ao ano (taxa aproximada dos títulos públicos de cinco anos), é possível estimar um rendimento nominal bruto de 8,7% ao ano. Com a incidência do IR de 15%, a rentabilidade líquida cai para 7,4%. Como as debêntures incentivadas estão isentas de IR, não há essa redução de ganho observada nos títulos públicos e com isso o rendimento é maior.

Uma segunda diferença tem relação com a liquidez, que é a facilidade (ou não) de vender os títulos no mercado. O mercado secundário de debêntures no Brasil ainda é pouco desenvolvido, o que pode dificultar a venda antes do vencimento. No Tesouro Direto, a liquidez ocorre por meio de leilões semanais, às quartas-feiras, quando o governo se compromete a recomprar os títulos. Mas isso não acontece com tanta facilidade no caso das debêntures. Então vale analisar como um investimento realmente de longo prazo.

Resta, então, a terceira diferença entre as debêntures incentivadas e os papéis públicos. E ela tem a ver com o risco de crédito. Ao comprar títulos públicos, o investidor corre o risco de crédito do Tesouro Nacional. Ele só não receberá a taxa de juros acordada e o principal se o governo brasileiro quebrar. No caso dos papéis privados, o risco é o da empresa eventualmente ter um problema e não conseguir pagar, Como é muito difícil para um investidor comum analisar esse tipo de risco, podemos levar em consideração as opiniões das agências de rating.

No caso da Autoban, a agência de classificação de risco Standard & Poor's atribuiu nota AAA em escala nacional para os papéis, a mais alta que pode ser concedida. Ou seja, o risco de que a empresa não honre o compromisso seria mínimo. E este parece ser o momento ideal para o investidor começar a se acostumar com o mundo das agências de rating e da análise do risco de crédito. Isso porque existe a expectativa de que em breve comecem a aparecer com mais frequência diversas emissões semelhantes, de segmentos como energia e de outros ramos de logística.

É que em troca do incentivo fiscal, o governo espera que cresçam os investimentos em infraestrutura, visto que o governo incentiva as emissões das empresas de infraestrutura, que usam os recursos para crescerem seus investimentos em produção. Os investidores ganham porque tem uma rentabilidade  razoável e o risco é relativamente menor em comparação com ações. E o governo ganha também porque deixa de colocar recursos ali. Por isso o mercado acredita que este instrumento em breve esteja rondando mais fortemente nossas opções de aplicações, com mais empresas usando este recurso.

Vamos ficar atentos e aproveitar!

Fico por aqui, até a próxima!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Mudanças na previdência à vista!!!

Olá, pessoal!

Há no mercado informações de uma mudança prevista nas carteiras de investimento das previdências privadas abertas, aquelas que fazemos nos bancos e seguradoras próprias.

O governo prepara novas regras para aplicação dos recursos de fundos destas previdências VGBLs e PGBLs, com o objetivo de alongar prazos de investimento e reduzir substancialmente a presença de ativos atrelados à taxa Selic, estratégia esta que faz parte do esforço de reduzir o grau de indexação na economia, a exemplo do que já foi feito com os fundos das empresas estatais.

Um dos aspectos importantes das mudanças é que os fundos deverão usar como meta de rentabilidade um dos indicadores de renda fixa da Anbima, ou o IMA (Índice de Mercado) ou o IDkA (Indice de Duração Constante), e não mais a taxa DI como é hoje.

Pela proposta da Fazenda, os títulos atrelados à Selic não deverão superar 20% do patrimônio dos fundos. Como hoje cerca de 60% do patrimônio está ativos atrelados aos juros básicos, provavelmente haverá um prazo de transição para a redução. Os outros 80% do patrimônio dos fundos poderão ser investidos em títulos indexados a índices de preço. O prazo mínimo das aplicações atreladas a esses índices é de um ano.

No modelo do governo, a nova regra seria aplicada a cada fundo de previdência. Mas o setor pede que a regulação se aplique à carteira consolidada de cada instituição para facilitar as alocações e permitir que as seguradoras tenham um pouco mais de liberdade em montar suas estratégias, premiando as relações de risco X retorno das carteiras.

É uma mudança interessante e que eu já venho trabalhado há algum tempo com meus clientes, buscando índices que estejam mais em acordo com o cenário atual em vez de alocarmos apenas em DI puro. O resultado tende a ser mais consistente e alinhado às oscilações do mercado, trazendo resultados benéfícos para as carteiras.

Fiquem de olho em seus planos e acompanhem as notícias.

Fico por aqui, até a próxima!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Notícias da Semana


Olá, pessoal, semana começando, segue nosso comentário:
Dentre as notícias relevantes do dia, destaco a declaração do mega investidor George Soros, que acredita que a recessão na Europa vai contaminar a Alemanha dentro de seis meses. George Soros é presidente da Soros Fund Management e possui uma fortuna avaliada em USD 22 bi (dados de 2011). Suas previsões tornaram-se referência no mercado de capitais desde a década passada, onde amealhou grande parte de sua fortuna com suas previsões sobre as crises.

Num discurso preparado para um evento em Berlim, George Soros disse que a política de austeridade fiscal e o desemprego em alta, entre outras questões, estão empurrando a Europa para uma depressão mais profunda e prolongada. E ele afirmou não ser este comentário uma previsão, mas sim uma observação. Segundo ele, “o público alemão ainda não sente isso e basicamente não acredita nisso. Mas é tudo muito real na periferia e [a recessão] vai alcançar a Alemanha nos próximos seis meses ou mais”.

Ainda segundo a matéria, Soros acredita que a Alemanha precisa abandonar a sua demanda, para que os outros países adotem políticas de austeridade, e precisa abraçar uma maior unificação fiscal na região ou deixar a zona do euro. Ele disse que prefere ver a permanência da Alemanha na zona do euro e que o país deve continuar trabalhando para estimular o crescimento, criar uma autoridade fiscal conjunta e bônus com garantia comum.

Agora saindo do mundo e voltando para o contexto do Brasil, os dados do Boletim Focus divulgado há pouco, como eu projetava, novamente traz dados de piora consistente em nosso PIB, que dos míseros 1,64% já projetados na semana passada, nesta o relatório traz um crescimento previsto para 2012 em apenas 1,62%. E eu acredito que ainda piore mais...

A inflação (IPCA) segue em alta, o Boletim projeta 5,24% para este ano (semana passada era 5,20%) e para 2013 a projeção é de 5,54% contra 5,51% da semana anterior. Do mesmo modo infelizmente, a recessão na produção industrial mantém-se em alta, com projeções de contração de 1,89% contra 1,78% no Boletim anterior. O que é interessante para aplicações referenciadas em títulos atrelados aos índices de preço, vale a pena manter parte nas carteiras.

Somente a Selic e o câmbio mantiveram-se estáveis, com projeções de 7,25%p.p. para fechamento da taxa de juros em 2012 e o dólar na mesma base anterior, de R$ 2,00.

Veja mais dados nos post’s anteriores com informações sobre nossos mercados e investimentos.

Fico por aqui, até a próxima!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Notícias da Semana

Olá, pessoal...
Mais notícias por aqui, não tão animadoras, mas vamos lá....... Os analistas do mercado financeiro reduziram pela quinta semana consecutiva suas projeções para a expansão da economia do país em 2012, de acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
A mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, resultado de consulta a mais de cem instituições, recuou de 1,73% para míseros 1,64%, sendo que esta é a quinta semana consecutiva de queda na estimativa. Para 2013, a expectativa se manteve em crescimento de 4%. Não entendo como eles acham que isso irá acontecer em 2013, teria que haver um mega estímulo, uma grande mudança para que a gente possa chegar a estes tão famosos 4% em 2013, portanto, não se animem...

Só para vocês terem idéia, em Agosto de 2011 a projeção do PIB para este ano de 2012 era também de 4%. Depois em Novembro, sentido os efeitos da crise européia e a estagnação americana e seus desdobramentos mundiais, o PIB 2012 projetado pelo mesmo Boletim Focus era já de 3,46%....

 Já no primeiro dia do ano (02/01/2012) a projeção estava em 3,3%.. E agora, quase 8 meses depois, estamos reduzindo esta micro expansão para apenas 1,64%... Ou seja, não dá para acreditar num crescimento melhor que este para o próximo ano, a não ser que realmente reformas estruturais e investimentos em infra-estrutura sejam feitos...

Ah, só para constar, o governo federal prevê crescimento econômico de 4,5% em 2013, segundo parâmetros econômicos previstos na proposta de orçamento para 2013, encaminhado na quinta-feira ao Congresso Nacional. Otimistas, não?

A nova revisão de hoje ocorre após a divulgação do desempenho do PIB referente ao segundo trimestre na sexta-feira passada. Houve expansão de 0,4% no período na comparação com o primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número veio abaixo da média de 0,46% apurada pelo Valor Data.

A projeção para a produção industrial também se deteriorou no Focus nesta semana. A mediana agora projeta queda de 1,78% nessa atividade em 2012, ante uma contração de 1,55% prevista na semana passada. É a décima quarta revisão consecutiva para baixo. Para 2013, os analistas continuam a projetar expansão de 4,5%. Novamente, kkkk...

Na sexta-feira, o IBGE informou que a indústria teve contração de 2,5%, no segundo trimestre, ante o primeiro, e de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.
E claro, do outro lado, analistas elevaram pela oitava semana consecutiva suas projeções para a inflação em 2012, de acordo com o boletim Focus. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,19% para 5,20%. Para 2013, as apostas subiram de 5,50% para 5,51%, após terem ficado estáveis por nove semanas consecutivas. A projeção para o IPCA nos próximos 12 meses também subiu, de 5,64% para 5,65%.

Enquanto a expectativa de inflação segue se deteriorando, os analistas mantiveram suas apostas de que a Selic cairá apenas 0,25 ponto até o fim do ano, para alcançar 7,25%. Na semana passada, o Copom reduziu a taxa básica de juros do país em 0,50 ponto percentual, para 7,50%. E certamente esta busca pelo consumo com taxas mais baratas eleva a inflação, por isso as médias continuarão subindo.

Analistas consideraram que, no comunicado da decisão, o colegiado do Banco Central praticamente descartou a possibilidade de nova redução de meio ponto na Selic ao dizer que se houver uma redução adicional ela será conduzida “com máxima parcimônia”. Uma redução de 0,25 ponto seria mais provável, segundo eles. Para o fim de  2013, a mediana das projeções subiu de 8,25% para 8,50%.

Já falando em câmbio, as projeções do mercado para a taxa de dólar ao fim de 2012 e de 2013 permaneceram inalteradas pela quarta semana consecutiva, em R$ 2,00. Em agosto, o dólar fechou em 2,031, queda de 0,93% no mês.

Bom, só nos resta diversificarmos ao máximo nossa carteira de investimentos para tentarmos minimizar os impactos que agora nos atingem desde a renda fixa, com taxas mais baixas, bem como na renda variável, com nossas ações não conseguindo se descolar do stress no mercado mundial.. A dica é buscar opções para mesclar as carteiras com produtos como fundos imobiliários, multimercados, fundos com inflação, crédito privado, entre outros...

Bem, fico por aqui, até a próxima!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mercado reduz novamente as perspectivas para o PIB brasileiro


Olá, pessoal, notícias fresquinhas para iniciarmos a semana!
Mais uma vez os analistas do mercado reduziram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2012, apesar dos (pequenos em minha opinião) sinais positivos de alguns indicadores divulgados na semana passada. A mediana das projeções para o PIB no boletim Focus, do Banco Central recuou pela terceira semana consecutiva, projetando expansão de 1,81% para 1,75%. Porém para 2013 a projeção do PIB foi mantida em 4% de crescimento.
Na semana passada, o BC informou que o Índice de Atividade Econômica subiu 0,75% em junho, ante o mês anterior, em linha com as expectativas do mercado, depois de ter recuado 0,014% em maio. Foi a variação mais alta do indicador desde março de 2011, quando marcou expansão mensal ajustada de 1,47%.
Outros indicadores mostraram crescimento do emprego em julho e do consumo em junho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo ampliado e restrito subiram 1,5% e 6,1%, respectivamente, na comparação dessazonalizada com maio. E também o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou criação líquida de 142,5 mil empregos em julho, 1,37% mais que no mesmo período do ano passado.
Indicadores Financeiros
Junto com o PIB, as expectativas para a produção industrial seguem caindo semanalmente no Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo BACEN (Banco Central). A mediana das estimativas para 2012 recuou de uma contração de 1% prevista na semana passada, para queda de 1,2%, décima segunda queda consecutiva nas projeções. Para 2013, contudo, a mediana subiu de uma expansão de 4,30% para 4,40%. Tentando estimular a retomada de atividade econômica do país, na semana passada o governo anunciou concessões de 7,5 mil km de rodovias e 10 mil km de rodovias à inciativa privada. É o jeito....
Com relação à inflação, as expectativas do mercado financeiro continuam a piorar. A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em 2012 subiu de 5,11% para 5,15%. Foi a sexta elevação consecutiva nas projeções, que há um mês estavam em 4,92%. Para 2013, contudo, as apostas se mantiveram em 5,50%. Mas certamente vão mudar dependendo do que efetivamente ocorra neste ano ainda...
Já em relação aos juros, os analistas em geral não alteraram suas apostas para o juro. A mediana para a Selic ao fim deste ano se manteve em 7,25%. O Top 5 ( grupo dos analistas que mais acertam suas projeções) ficou mais conservador e elevou sua expectativa para o juro no final deste ano, de 7,00% para 7,25%, também na mediana de médio prazo. Esta também é a minha visão, porque acredito que o governo ainda preferirá estimular mais o consumo ainda que a inflação pressione.
O mercado continua a apostar que o Copom vai reduzir a taxa básica de juros em 0,5% na reunião dos próximos dias 28 e 29 de agosto. A taxa está atualmente em 8,0%, lembram? Para o fim de 2013, a mediana das projeções cedeu de 8,50% para 8,38%. O Top 5 também reduziu suas estimativas para a taxa Selic no ano que vem, de 8,75% para 8,63%.
Falando um pouquinho de câmbio, analistas do mercado financeiro segundo o Boletim Focus mantiveram pela segunda semana consecutiva suas projeções para a taxa de câmbio ao final de 2012 e de 2013 em R$ 2,00. Na semana passada, o dólar acumulou leve alta e fechou negociado a R$ 2,015 na sexta-feira. Foi mais um período de limitada oscilação de preço, em que a moeda variou muito estreitamente em torno dos R$ 2,00.
Bem, fico por aqui, até a próxima!!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Assessoria em Investimentos

Neste nosso mercado sempre surgem dúvidas sobre o porquê contratar um serviço especializado em assessoria de investimentos. Parece tão mais simples e fácil investir no banco onde temos conta, não? Nosso gerente, caso sejamos de algum segmento levemente personalizado, sempre nos oferece investimentos, produtos e serviços o tempo todo... e nem nos cobra a mais por isso....

De fato é um engano pensar que os funcionários de determinada instituição colocam os interesses do cliente acima dos de seu próprio empregador. Se você perguntar a qualquer um destes profissionais quais suas aspirações, a maioria dirá que é crescer dentro da companhia, fazer uma carreira, etc... ou seja, a quem eles realmente querem agradar? Aos seus chefes, claro...

Com isso, quem pode sair perdendo é o cliente, pois irá receber indicações de produtos muito rentáveis para os bancos e corretoras, o que não necessariamente traduz-se em bons retornos para ele também.... e aí vem a questão fundamental: saiu barato mesmo este serviço "gratuito" dos bancos?? Pode ser que tenha custado caro em seus rendimentos e nas taxas de administração...

Se levarmos em conta que o trabalho de uma assessoria independente em investimentos é totalmente focado nas necessidades do cliente, já que é ele quem paga o "salário" do profissional, e que este sabe que só continuará na "empresa" do cliente se este estiver satisfeito com os resultados, faz total sentido contratarmos um serviço especializado, não?

Nosso trabalho visa buscar as melhores alternativas de investimento para o cliente de acordo com suas necessidades, perfil, objetivos, etc. Mutas vezes o melhor investimento para um cliente decidamente não o é para um outro, quer tem focos diferentes para suas aplicações. E cabe a este profissional auxiliar nesta tomada de decisão, além de acompanhar os resultados, indicar alterações e remodelações do portifólio sempre que necessário, enfim, assessorar toda a gestão dos recursos.

Pense nisso ao montar sua carteira: você quer um relacionamento com o gerente atual da carteira que está em constante mudança no seu banco ou corretora, ou deseja na verdade o trabalho de um profissional focado em realmente auxiliar e preparar seu portifólio para o longo prazo, num relacionamento duradouro e em constante aperfeiçoamento?

Sinais do tempo.... num mundo cada vez mais globalizado, construir juntos é sempre a melhor forma de alcançar os melhores resultados!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tensão com Espanha e Grécia derruba mercados


Olá, pessoal...

Os mercados iniciam esta semana de julho bastante nervosos. Agora há pouco o índice Bovespa caia mais de 3%... 

 Conforme eu já havia mencionado em conversas e no blog, a crise na Europa está longe de ser resolvida.... Hoje a palavra de ordem é a fuga do risco nos mercados, diante do agravamento das preocupações com a situação da Europa, em especial de Grécia e Espanha. Sob intenso pessimismo, investidores reagem vendendo ações e comprando dólares e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

 O risco dos espanhóis serem obrigados a pedir um socorro completo, e não apenas para recapitalizar seus bancos, aumentou. Na Grécia, pesa a notícia de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) teria sinalizado a Bruxelas que pode não participar da próxima parcela de ajuda aos gregos, que teriam descumprido as promessas de reforma. E ainda fazendo frente a esse ambiente tenso, a comissão que regulamenta o mercado de ações da Espanha proibiu as vendas a descoberto de ações no país por um período de três meses, na tentativa de conter o excesso de volatilidade. Mais cedo, a Itália também fez o mesmo, mas apenas para ações do setor financeiro e por apenas uma semana inicialmente.

 O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, diz não temer que a Espanha trilhe o mesmo caminho da Grécia depois de um acordo de 100 bilhões de euros em empréstimos com Madri. Citado pelo jornal Bild, Schaeuble avaliou que a situação espanhola é totalmente diferente da grega, que até agora tem sido incapaz de preencher as condições para receber dois pacotes de ajuda no total de 240 bilhões de euros. "A economia espanhola é muito mais forte e possui uma estrutura diferente. O país estará em breve de volta ao caminho certo", sustentou.

 O ministro alemão não quis falar se pensa que a Grécia vai abandonar o euro se a chamada troica - Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE) - apresentarem um documento negativo nesta semana.  Porém em outra matéria que li no Valor desta segunda-feira, a Alemanha e outros importantes credores internacionais não estariam preparados para estender os empréstimos à Grécia para além do que já foi acordado, segundo o jornal Süddeutsche Zeitung. Um dia antes, a revista Der Spiegel indicou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) também sinalizou que não vai tomar parte em qualquer financiamento adicional para a Grécia. Conforme a publicação, sem o FMI, aumenta a chance de a Grécia quebrar, o que pode ocorrer em setembro.

 Também ontem, em entrevista à emissora alemã ARD, o ministro da Economia da Alemanha, Philipp Roesler, disse que está "mais do que cético" de que os esforços da Grécia vão ser bem sucedidos. "Se a Grécia não mais atender às solicitações, não haverá novos pagamentos."Roesler, que também é vice-chanceler da Alemanha, comentou que a ideia de a Grécia deixar o euro "não é mais tão aterrorizadora". Os comentários vieram em meio à pressão sobre os gregos enquanto se aguarda o pronunciamento da troica - FMI, Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE) - se Atenas implementou suficientemente as reformas necessáris e se realizou os cortes pedidos para receber o resgate financeiro prometido.

 O Der Spiegel Online noticiou que a Grécia está atrasada com os cortes orçamentários e quer suavizar os termos do socorro de 130 bilhões de euros, acertado em março com seus parceiros europeus e com o FMI, para abrandar o impacto sobre sua economia. O governo buscaria mais prazo para conseguir atender ao que foi acertado e isso implicaria mais 50 bilhões de euros de ajuda, dinheiro esse que tanto Berlim como o Fundo não estariam dispostos a desembolsar. E vale recordar que, na sexta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) avisou que não vai mais aceitar bônus soberanos gregos como garantia de empréstimos.

  Por conta de todo este cenário, aqui a bolsa de valores sofre diretamente com o agravamento das tensões e deixa a casa dos 54 mil pontos para situar-se na linha dos 52 mil pontos. As bolsas em Wall Street caiam pela manhã mais de 1%, enquanto as perdas chegavam a 3% em Frankfurt e Milão. Já o dólar tem alta ao redor de 1% ante o real, reagindo à fuga do risco e à consequente busca por ativos seguros que domina os mercados externos.

Ufa.... devemos ter uma semana bastante pesada.... vamos acompanhando...

Um grande abraço, fico por aqui..

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Olá, pessoal!

Hoje o Banco Central (BC) revisou a projeção de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,5% em 2012, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado no Jornal Valor. A estimativa anterior era de expansão de 3,5%, número que constou no documento de dezembro do ano passado e que foi mantido na versão de março deste ano. O desempenho da economia esperado pelo BC é mais modesto do que a projeção oficial do Ministério da Fazenda – expansão de 4%. No entanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, continua afirmando que o crescimento da economia brasileira neste ano será maior do que o do ano passado.... será?

No ano passado o PIB brasileiro cresceu 2,7%, depois de ter registrado expansão de 7,5% em 2010. Mas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de crescimento do primeiro trimestre deste ano foi de apenas 0,2% sobre o quarto trimestre de 2011. O mercado é ainda menos otimista do que o BC e a equipe econômica do governo. A expectativa de crescimento do PIB foi revisada para 2,18%, segundo dados do boletim semanal Focus, publicado nesta segunda-feira. Algumas instituições já reduziram as projeções de expansão para o ano a níveis abaixo de 2%. A estimativa de Credit Suisse (1,5%) indignou o ministro da Fazenda, que considerou o número é uma “piada”.

Eu confesso que acompanho mais de perto as estimativas dos bancos que a do governo... ainda mais em ano eleitoral, não? E falando em governo, para impulsionar o nível da economia doméstica e combater os efeitos da crise financeira internacional, ele vem adotando medidas fortes de estímulo à atividade, resta saber os impactos negativos que isto poderá trazer no longo prazo.... Dentre estas medidas estão o incentivo ao consumo (como redução de IPI para linha branca e automóveis, além de corte de IOF sobre empréstimos para pessoas físicas e liberação de compulsórios), proteção à indústria (por meio de desoneração da folha de pagamento para alguns setores, por exemplo) e linha de crédito de R$ 20 bilhões para Estados.

E ainda ontem o  governo também anunciou um programa de R$ 8,43 bilhões em compras de equipamentos e máquinas dentro do programa PAC Equipamentos – Programa de Compras Governamentais. No mesmo evento foi divulgada a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5% ao ano para estimular os investimentos das empresas.

Voltando ao relatório Trimestral de Inflação, o BC também passou a projetar que a inflação termine 2012 acima do centro da meta. A autoridade monetária calcula que a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia o ano em 4,7%, na hipótese de a taxa básica de juros manter-se em 8,5% ao ano. A projeção refere-se ao cenário de referência, que também leva em conta uma taxa de câmbio constante em R$ 2, nível que estava em 8 de junho. E ainda, a inflação ficaria acima do centro da meta, que é de 4,5%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em todos os trimestres deste ano.

No relatório anterior, divulgado em março, a inflação projetada para 2012 era de 4,4%, mas os parâmetros macroeconômicos eram outros. O cenário de referência desse documento levou em consideração a meta de taxa Selic do momento, tendo como hipótese a taxa de juro básico constante em 9,75% ao ano, 1,25 ponto percentual acima do que foi considerado no atual relatório. O documento de março também considerava manutenção da taxa de câmbio em R$ 1,75.

Ainda de acordo com o relatório, neste atual cenário de mercado a meta da taxa Selic chegaria a dezembro deste ano em 8% ao ano de acordo com o relatório. Para 2013, a taxa básica de juros é estimada em 8,92% ao ano. Para o segundo trimestre de 2014, as expectativas indicam taxa Selic de 8,93% ao ano.  Já as minhas fontes no banco Safra projetam uma Selic a 7 – 7,5% ainda este ano. A taxa de câmbio, por sua vez, estaria em R$ 1,92 no fim deste ano e em R$ 1,88 no fim de 2013.

Bem, fico por aqui, até a próxima,

quarta-feira, 27 de junho de 2012

 Olá, pessoal...

 Dando uma olhada nos mercados de investimentos, tenho acompanhado de perto o resultado dos fundos imobiliários e tenho me surpreendido positivamente.... aluguel mensal entrando na conta, além da possível valorização das cotas.... recomendo... Analisem o administrador, o perfil dos imóveis dentro do fundo e precisando, contem comigo para lhes assessorar..

 Diversificação é o nome do jogo neste novo modelo que vivenciamos nos mercados de investimentos. Aproveitemos todos os mercados, pois cada um deles tem uma especificidade que pode nos ser útil em nossos investimentos.

 Fico por aqui, até a próxima!

terça-feira, 19 de junho de 2012

  Hoje (19/06) o evento "Guardiões da Estabilidade", que reuniu esta manhã em SP o atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e quatro ex-presidentes do BC - Pérsio Arida, Gustavo Franco, Armínio Fraga e Henrique Meirelles - durante a era pós-real,  pode ser visto como um pequeno motivo de tudo de importante que ocorre no mundo hoje em termos econômicos e comanda o otimismo dos mercados. Tombini, Gustavo Franco, Henrique Meirelles, Pérsio Arida e Armínio Fraga, na essência, discutiram a crise internacional e as medidas que podem e devem ser adotadas para a retomada do crescimento.

 O atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou  que “a crise não terminou e concentra foco nos países da Europa. Essa crise não é do Brasil”, garantiu. Segundo ele, “o País tem reservas robustas e contas públicas equilibradas. O superávit primário permite redução da dívida pública”. Ele está confiante que o Brasil voltará a crescer no curto prazo, a ponto de o Produto Interno Bruto (PIB) registrar uma expansão de 4% no último trimestre deste ano ante os mesmos três meses de 2011. “O País vai crescer nos próximos trimestres, baseado sobretudo na criação de emprego, expansão de renda e do crédito”, comentou.

 Já os seus colegas não parecem tão otimistas....  Na visão de Gustavo Franco, o País não será capaz de crescer mais do que de 3,5% a 4%, sem inflação, a menos que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresça bastante em relação ao PIB.  Já o antecessor imediato de Tombini, Meirelles, considerou que o recente movimento de aversão a risco e saída de capital estrangeiro do Brasil representa um "ajuste saudável" em relação à euforia anterior. “Esta sobriedade é positiva e saudável a longo prazo”, disse Meirelles. Para Armínio Fraga, “em algum momento vamos ter que encarar a redução da meta de inflação de 4,5%” no Brasil, o que seria um complemento importante para solidificar a estabilidade econômica no País. E Pérsio Arida defendeu que a inflação e juros altos são consequências da falta de equilíbrio fiscal. No mais, nenhuma grande novidade...

 Câmbio:

 Uma interessante expectativa entre alguns agentes de câmbio é de que, enquanto o dólar por aquiorbitar ao redor de R$ 2,05 -considerado um nível confortável -, sem grandes oscilações, o Banco Central brasileiro tende a seguir fora dos negócios.
                   
 Internacional e Bolsa:

 No encontro do G-20, que ocorre desde ontem no México, a temática é a mesma e as expectativas dos investidores, já corroboradas por informações preliminares sobre as conclusões das reuniões, são de que os principais líderes globais sinalizem, a partir de agora, que o combate à crise venha acompanhado por uma maior preocupação com o incentivo à atividade econômica e não só com as questões fiscais. Por isso mesmo, o mercado cria cada vez maiores expectativas em relação, também, à reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do banco central norte-americano, o Federal Reserve.

 Depois de uma série recente de indicadores fracos nos Estados Unidos, a percepção é de que o Fed anuncie, no mínimo, a extensão da chamada Operação Twist, na qual troca títulos de curto prazo por papéis de longo prazo. Por isso, as bolsas sobem e o dólar perde valor em relação à maioria das moedas, num claro movimento de aceitação do risco. A Bolsa brasileira foi fortemente influenciada ainda pela escalada dos papéis da Petrobras, que reagiram a sinalizações do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, de que um reajuste de combustíveis pode ser necessário. No mercado de câmbio, os investidores acompanham o movimento internacional conforme comentado acima e o dólar opera em queda forte. Já no mercado de juros, a liquidez é melhor em relação a ontem, mas ainda é pequena e as taxas não mostram rumo firme.

  Os líderes do G-20 concordaram ontem em aumentar o poder de fogo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para US$ 456 bilhões, fazendo um aporte de US$ 90 bilhões para o FMI com os países Brasil, Rússia, Índia, China contribuindo com US$ 73 bilhões. Em um documento prévio do comunicado final que será divulgado pelo G-20, a União Europeia disse que vai "analisar" o fortalecimento das ligações entre os sistemas bancários dos países membros. "Nós apoiamos a intenção de estudar passos concretos em direção a uma estrutura financeira mais integrada, abrangendo a supervisão bancária, resolução e recapitalização e seguros de depósitos", diz o comunicado, segundo uma autoridade de um dos países que participa do G-20 e que teve acesso ao texto. Por isso estes recursos devem ser disponibilizados para a prevenção e a resolução de crises e para atender às necessidades de financiamento de todos os membros do FMI visando a estabilidade financeira global.

 A despeito dos sinais de que a Espanha fará um pedido oficial de ajuda, que pode chegar a 100 bilhões de euros, para recapitalizar seus bancos nos próximos dias, segundo uma alta autoridade da União Europeia, há dúvidas se esse montante será suficiente para estancar a crise bancária no país. Hoje, o custo de financiamento do país aumentou no leilão de títulos de curto prazo. E finalizando, na Grécia, o resultado das eleições parlamentares no domingo afastou o risco de saída do país da zona do euro no curto prazo. No entanto, as negociações em torno de um governo de coalizão ainda prosseguem e um eventual revés não está totalmente descartado, o que poderia ameaçar a continuidade do programa de austeridade fiscal. A fonte dos dados retirei da Agência Estado.

Por enquanto é só. Fico por aqui, até a próxima!!!