segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Notícias da Semana


Olá, pessoal, mais uma bela semana começando!

Ao ler as matérias dos jornais de hoje, percebo claramente o que falávamos há alguns anos sobre a mudança no mercado de capitais que era necessário para o Brasil avançar... Hoje ela acontece literalmente...

Os investidores me questionam sistematicamente sobre quais os produtos que devemos ter nas carteiras para podermos sonhar com os ganhos de 1%a.m. que tínhamos num passado não tão distante.... e cada vez mais digo que não temos mais como garantir ou assegurar um rendimento específico daqui para a frente...

Eu, por exemplo, ainda recomendo produtos atrelados à inflação, mas com as quedas precificadas das taxas de juros, somente os títulos de vencimentos mais longos tenderão a trazer bons retornos. Com isso, a expertise dos gestores é que fará a diferença ao montar/administrar uma boa alocação em seus fundos. E o cliente precisa acompanhar isso de perto, ou claro, ter um profissional que o assessore nesta operação, para poder manter a qualidade e versatilidade da sua carteira.

Além destes produtos, bons multimercados estão conseguindo retornos acima do CDI e dos índices de bolsa, que neste ano estão pífios até o momento. Alguns fundos já renderam entre 14 a 30% desde o início do ano. Nada mal num mercado cada vez mais complicado de se ganhar dinheiro como antes....

Por outro lado o Brasil nunca esteve tão produtivo de fato. E esta é uma tendência que conforme já comentei antes, não deverá mudar. Se nos espelharmos nos países desenvolvidos, com economias em crescimento, veremos que suas taxas de juros reais não passam de 2%a.a., algumas são até negativas. Nos EUA, por exemplo, os investidores para se protegerem da inflação chegam a aceitar juros negativos. Aqui ainda não precisamos disso, mas nossos ganhos tenderão a ser maiores ao empreendermos do que ao aplicarmos no mercado financeiro. E isso não é ruím, muito pelo contrário, é bom para nossa economia.

Mas que de fato nosso apetite ao risco precisa aumentar e se diversificar, isso sim. Renda fixa na minha visão apenas para a parte de curto prazo, demandas curtas. A carteira em si deverá ter multimercados, imóveis, ações, fundos de ações, estratégias específicas, enfim, uma carteira com múltiplas opções de investimentos, condizentes com o perfil, objetivos e necessidades de cada investidor.

As conversas entre consultor e cliente deverão ser mensais, rotineiras, para que possa-se  sempre acompanhar de perto as alterações de mercado e mudanças de tendências. Afinal, o que era bom investir no mês passado, nem sempre continuará bom neste mês. E é preciso estar atento para conseguir bons resultados, onde cada pequeno ganho fará muita diferença no futuro!

Bem, fico por aqui, até a próxima!


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