Este é o blog da "Biasi Advisor", Consultora de Valores Mobiliários independente. Aqui você tem acesso a panoramas de mercado, notícias, dicas de investimentos e ainda pode tirar suas dúvidas com a Conselheira Biasi. Seja muito bem-vindo(a)!
domingo, 6 de outubro de 2013
Ano difícil....
Os mercados continuam voláteis por aqui..... Nossa economia deve crescer entre 2 e 2,5% em 2013, sendo que nossos índices de inflação continuarão batendo o teto da meta, devendo ficar entre 5,7 a 5,9% no fechamento anual.
Com isso teremos ainda mais desafios ao trabalhar nossa alocação de ativos, especialmente porque embora a bolsa tenha subido 4,65% no mês de Setembro, o ano acumula queda de mais de 13%. Além disto todos os produtos de renda fixa (em especial as previdências) sofreram com o impacto do aumentos dos prazos das carteiras dos fundos (duration), trazendo um dos maiores resgates destas carteiras nos últimos anos...
Mas nem tudo está perdido... se por um lado qualquer investimento de risco ou diversificado poderá impactar com maior risco e possivelmente um menor retorno, as comuns alocações baseadas em taxa de juros estarão tendo um rendimento mais atrativo e com o menor risco do nosso mercado... Vale a pena acompanhar fundos DI's com taxas baixas de administração, além de aproveitar e cotar CDB´s e ainda conhecer os produtos de LCI e LCA, que são isentos de IR para a pessoa física e ainda contam com a garantia do FGC para aplicações de até R$ 250 mil.
Para os endinheirados a proposta vai além dos mercados brasileiros e foca também as aplicações em operações interacionais, que se neste momento podem estar aproveitando tanto a alta do câmbio bem como a boa recuperação da economia americana, que mesmo ainda modesta deverá crescer no mesmo patamar percentual que a nossa (vejam só), trazendo boas oportunidades para diversificar seus recursos, de acordo com seu perfil, necessidades e objetivos.
Fico por aqui, até a próxima!
terça-feira, 16 de julho de 2013
É hora de sair?
Olá, pessoal...
O ano de 2013 está sendo na minha visão um ano dos
piores que vivenciei nestes mais de 15 anos de experiência com o mercado
financeiro.... até mais se compararmos com 2008... vejam a análise:
No auge da crise em 2008 nós tivemos o pior mês da
nossa então história recente da bolsa, com uma queda de mais de 25% num único
mês (Outubro), o que fez o ano fechar com o Ibovespa em queda de
aproximadamente 49%.... mas naquele
momento estávamos vivenciando o risco de quebra de várias grandes empresas
americanas, como GM, o banco Citibank (o maior do país), além de termos
acompanhado a crise imobiliária que levou com ela alguns vários pequenos bancos
por lá..... De lá para cá ainda tivemos a junção da crise europeia, com países
como Portugal, Grécia e Espanha com problemas em seus fluxos financeiros e
necessitados de apoio monetário de gigantes como a Alemanha, buscando garantir
a perenidade e solidez de toda a zona do euro... e estes países ainda sofrem,
arrastados aqui e acolá com notícias que pesam nos bolsos, empregos e
crescimento das suas nações...
Por aqui naquele momento a crise ainda não nos
assustava. O país crescia (ainda que sempre abaixo de nossos colegas latinos), desemprego
controlado, fluxo intenso de recursos estrangeiros, alguns investimentos e
muito otimismo contando com as entradas de recursos que adviriam dos eventos
Copa e Olimpíadas... e olha que foram muitos recursos entrando..... estabilizamos
nossas reservas, conquistamos um lugar ao sol e esquecemos que há nuvens e
tempestades que precisam de cautela e cuidados... e que obviamente para se ter
investimentos é preciso não também deixar de investir, acreditado que é possível
colher sem plantar (qualquer mera comparação com as “bolsas qualquer coisa” é
mera coincidência)
E então vem 2009, um ano excelente, de quase
recuperação total da bolsa... Mas na continuação do ciclo o mundo todo para de
investir sem olhar e resolve prestar atenção em nosso país... já que havia
tanto recurso entrando em nossos mercados... e aí aparece nossa falta de
infraestrutura, sem investimentos com foco em longo prazo.... decisões
políticas que afetam a economia e os planos empresariais com impostos e
novidades não previstas nos planos de investimentos dos empresários e mudanças não
planejadas sem haver um cenário de estabilidade, além de projeções não
entregues sobre o crescimento do PIB (para este ano o crescimento pífio
esperado é de apenas 1,7% ....). Ou seja, a credibilidade se esvai....
Também vimos nossos pares do BRIC tais como China (ok,
esta já era melhor antes mesmo), Rússia e até mesmo a Índia sendo consideradas
melhores países para se investir do que o nosso.... Na América os EUA iniciaram, de leve, uma
retomada de crescimento e possibilidade de diminuição de seus pacotes de
estímulos.... numa economia considerada ainda a mais forte do mundo, isso até era
esperado... e então, o fluxo de capitais voltou correndo para seus antigos
donos....
Por aqui até a poupança nesta nova alta das taxas de
juros para 8,5%a.a. passou a ser mais atrativa que os fundos de renda fixa. Mas
tudo isso não é motivo para desespero..... Este cenário, assim como em todos os
existentes no cíclico mercado de investimentos, nos abre algumas
alternativas....
A recomendação dependerá muito do perfil de cada cliente. Mas a dica é manter parte das alocações em
produtos que acompanhem as taxas de juros e se beneficiarão desta alta (operações
pós fixadas), tais como CDB´s, títulos do tesouro direto, alguns fundos DI que
também tenham operações de crédito (dependendo do perfil de risco, claro) e até
alguns produtos multimercados que operem com câmbio e hedge poderão ter boas
rentabilidades, além dos fundos imobiliários que pagam bons aluguéis. E claro,
porque não falar, aplicações em fundos que aportem seus capitais em
investimentos além do Brasil, em alguns fundos globais e com posições no
exterior?
Afinal, bolsa brasileira e mercados atrelados a índices
de preços e mesmo o clássico fundo de renda fixa exigirá mais cautela e prazo, para
poderem trazer melhores resultados..... A pena é este momento não termos
expectativas de melhoria em tão curto prazo... Porque neste contexto, necessário
é que o governo faça suas reformas urgentes e necessárias, permitindo que o
mercado (especialmente o investidor estrangeiro) volte a acreditar e perceber
maior credibilidade, seriedade e foco num crescimento sustentável, com medidas
eficientes de longo prazo e não somente visando à ações populistas e focadas em
reeleições e manutenção de poder.... assim esperamos.
Fico por aqui, até a próxima!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Menos emoção nos investimentos...
Olá, pessoal... mais um mês terminando, estamos começando Maio com uma sensação de mercados em estagnação..... a bolsa brasileira está com resultado no ano de tenebrosos - 9,83%. A renda fica (CDI) está com apenas 2,14% (o IMAB 5 - Inflação - com apenas 0,4%), com possibilidades de altas leves por conta da inflação, porém ainda sem muito vigor.
Analisando as carteiras e estratégias, o que mais tenho revisto foi o modelo adotado de rentabilidade desejada dos clientes. Porque querer não significa que seja factível. O melhor modelo de investimento na minha opinião traduz-se em alinhar o risco máximo que o cliente suporta tomar versus o ganho máximo que ele poderia obter no longo prazo.Qualquer coisa fora deste padrão poderá deixar o cliente numa situação de desconforto que não trará benefício algum ao trabalho e aos resultados.
Porém o conceito da teoria dos mercados avaliava que um cliente sempre tem racionalidade e que analisa todas alternativas disponíveis, o que sabemos hoje não mais não refletir a veracidade. Por isso nas últimas décadas o conceito da emoção foi colocado nos estudos sobre os mercados e estratégias das carteiras. Com isso, passa-se a entender que a emoção efetivamente faz parte das ações de um investidor. E que quanto mais preparado para enfrentar as oscilações o investidor estiver, melhor será seu desempenho, pois neste conceito, quanto mais equilibrado e sereno, mais frias serão as suas atitudes diante da volatilidade, o que certamente deverá trazer melhores resultados em sua carteira, já que elas refletirão suas decisões sem o calor da emoção de entrar ou sair de produtos num momento errado.
Quanto mais distantes emocionalmente do recurso, melhor estaremos alinhados às reais necessidades do nosso objetivo de investimento. O foco deve ser um tratamento de longo prazo para este recurso, baseado nas perspectivas de mercado, cientes de que a oscilação faz e fará parte cada vez mais intrínseca de nosso planejamento. Mas sempre tendo a tranquilidade de se fazer mudanças conforme o mercado demonstrar esta necessidade e que o contexto de fato se alterou, não apenas focando a emoção e alterando as estratégias todas as vezes que houver momentos voláteis por conta da emoção... Pense que se isso estiver acontecendo, seu perfil não está adequado à sua carteira de produtos, é melhor rever.
Fica a dica, até a próxima!
Analisando as carteiras e estratégias, o que mais tenho revisto foi o modelo adotado de rentabilidade desejada dos clientes. Porque querer não significa que seja factível. O melhor modelo de investimento na minha opinião traduz-se em alinhar o risco máximo que o cliente suporta tomar versus o ganho máximo que ele poderia obter no longo prazo.Qualquer coisa fora deste padrão poderá deixar o cliente numa situação de desconforto que não trará benefício algum ao trabalho e aos resultados.
Porém o conceito da teoria dos mercados avaliava que um cliente sempre tem racionalidade e que analisa todas alternativas disponíveis, o que sabemos hoje não mais não refletir a veracidade. Por isso nas últimas décadas o conceito da emoção foi colocado nos estudos sobre os mercados e estratégias das carteiras. Com isso, passa-se a entender que a emoção efetivamente faz parte das ações de um investidor. E que quanto mais preparado para enfrentar as oscilações o investidor estiver, melhor será seu desempenho, pois neste conceito, quanto mais equilibrado e sereno, mais frias serão as suas atitudes diante da volatilidade, o que certamente deverá trazer melhores resultados em sua carteira, já que elas refletirão suas decisões sem o calor da emoção de entrar ou sair de produtos num momento errado.
Quanto mais distantes emocionalmente do recurso, melhor estaremos alinhados às reais necessidades do nosso objetivo de investimento. O foco deve ser um tratamento de longo prazo para este recurso, baseado nas perspectivas de mercado, cientes de que a oscilação faz e fará parte cada vez mais intrínseca de nosso planejamento. Mas sempre tendo a tranquilidade de se fazer mudanças conforme o mercado demonstrar esta necessidade e que o contexto de fato se alterou, não apenas focando a emoção e alterando as estratégias todas as vezes que houver momentos voláteis por conta da emoção... Pense que se isso estiver acontecendo, seu perfil não está adequado à sua carteira de produtos, é melhor rever.
Fica a dica, até a próxima!
terça-feira, 2 de abril de 2013
O risco veio para ficar.....
Olá, pessoal, mais um mês começando....
E as notícias não são muito animadoras.... estamos já com juros
negativos em muitas aplicações... e não estamos vendo ainda o desvio dos
investimentos financeiros irem para o consumo, produção, investimento em
infraestrutura, etc....
A impressão que se tem é que o mercado está esperando algum
novo dado, algum incentivo, alguma novidade.... se pensarmos nos investidores
do passado, sabemos que estes esperam (e torcem) para que os juros voltem a
subir, melhorando as taxas de retorno de suas aplicações financeiras..... mas
também sabemos que este mundo não volta mais.... e por outro lado também vemos
classes C e D comprando mais, consumindo mais, mas ainda assim não aumentando
seu poder de poupança...
A verdade é que mergulhar neste mercado esperando milagres a
curtos prazos realmente será uma ilusão... o objetivo e o perfil do bom
investidor daqui para a frente será montar suas estratégias com foco no longo
prazo e acreditando na consistência de sua estratégia. Esta estratégia, por sua
vez, deverá levar em conta as suas necessidades de liquidez, os objetivos de
sua carteira e ainda sua aversão (ou apetite) ao risco. É, porque o risco
estará sempre associado a uma carteira que tenha foco em crescimento de capital
no longo prazo. É impossível falar em ganhar mais sem se arriscar mais... Portanto, em vez de brigar e temê-lo, aliemo-nos a ele.... é ele quem poderá nos auxiliar a ganhar mais e mesclar nossas carteiras...
O lado bom de tudo isso é que os gestores de fundos e casas
estão cada vez mais buscando alternativas diferenciadas e com isso, trazendo
para os fundos investimentos não pensados antes, com alternativas até mesmo de
bolsas americanas, índices estrangeiros, papéis negociados no exterior, etc..
Vale a pena estar atento e aproveitar para diversificar com este tipo de
produto, incrementando a carteira e sofisticando seu portfólio. Fique de olho, pois há muitas boas opções a serem pescadas neste mar de incertezas!!
Fico por aqui, até a próxima,
segunda-feira, 4 de março de 2013
Fevereiro Volátil
Olá, pessoal....
Mês marcado por muita volatilidade nas taxas de juros e
também no mercado de ações, o que impactou praticamente todos os tipos de
aplicações, especialmente os fundos multimercados e os de renda fixa com
títulos de inflação, além, é claro, dos próprios fundos de ações, que viram o
índice Bovespa bater -3,91%.
A última semana deu uma trégua nas taxas de juros,
provavelmente por conta do resultado do crescimento do PIB do ano de 2012, de
ínfimos 0,9% apenas, mostrando que a economia brasileira ainda enfrenta
dificuldades para deslanchar. Apesar de todos os incentivos do governo na forma
de desonerações tributárias e dos cortes nos custos dos financiamentos, vimos
que serão necessários outros tipos de ações para que o país volte de fato a
crescer.
A diferença entre o ritmo da evolução do consumo das
famílias e dos investimentos produtivos também preocupa, porque sinaliza
potencial aumento de preços no futuro. E com menos investimentos, existe a
possibilidade de que o aumento da demanda supere a capacidade da oferta de
produtos e serviços. Enfim, um cenário não muito animador...
Por outro lado, enquanto
os novos ajustes de política macroeconômica não forem definidos pelas
autoridades, o Banco Central não deverá subir os juros, mesmo com a inflação
girando acima da meta. Essa é uma das interpretações que explicaria a queda das
taxas no mercado futuro ocorridas nesta última semana que arrefeceram os ânimos
dos índices de inflação, que voltaram a manter os investimentos neste perfil
ainda atrativos se o foco for o longo prazo.
Vamos aguardar as notícias e acompanhar as cotações. E não
se esqueça, conte com uma assessoria especializada sempre que precisar de informações e sugestões
para seus investimentos.
Fico por aqui, até a próxima!!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Bem Vindo 2013!!
Olá,
pessoal, estamos de volta após merecidas férias....
Bom,
já começo dizendo que adoro anos ímpares, então estou animadíssima... até
porque acredito que este ano teremos muitos bons produtos de investimentos para
alocar em nossas carteiras.
Quanto
mais crises e problemas, percebo que o mercado se estrutura para ser cada vez
mais competitivo e atraente... e quem ganha com isso é o cliente!!!
Por
isso este ano novamente reforço: fiquem de olho nos fundos multimercados...
analiso que novamente este será o ano ideal para eles... especialmente aqueles
de gestores antenados em buscar alternativas em meio a este mar de
incertezas.... em 2012 tivemos muitas opções já aparecendo no radar de muitos
investidores, que antes apenas investiam em grandes bancos sólidos e pouco
arrojados.
Mas
daqui para a frente, com a necessidade de se ganhar mais num mercado de taxa de
juros que deverá se manter em 7,25% por todo o ano e com as bolsas ainda
sofrendo os reflexos do menor crescimento mundial, menores investimentos,
inflação, etc... , qualquer diferença percentual numa carteira (especialmente
se ela for grande) fará (MUITA) diferença...
Portanto
preste atenção e busque assessoria. Nosso trabalho está cada vez mais
requisitado... e necessário também... Não deixe para amanhã o que você pode
melhorar hoje!!
Fico
por aqui, grande abraço e até a próxima!
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