quarta-feira, 23 de maio de 2012

 Bolsa caindo pesadamente hoje.... momento interessante na minha visão para entrar e aproveitar as "pechinchas"..... Fundos de inflação também batendo recordes de rentabilidades no ano... Boas carteiras sempre possuem esta diversificação...

 Hoje li uma matéria que achei muito interessante comparando o nosso trabalho de consultoria em investimentos com a assessoria dos bancos. O exemplo do artigo falava algo do tipo: se você vai a uma loja de roupas e experimenta uma que fica feia, ao perguntar à vendedora se ficou bom, o que acha que ela irá dizer? Por acaso ela vai te dizer que está horrível e que na loja da frente há modelos mais compatíveis com seu corpo? Claro que não... certamente ela vai dizer que ficou linda.... e por vezes você vai acabar comprando a peça...
 Então por quê os investidores acham que eles vão chegar ao banco e o gerente deles (que trabalha para o banco) não vai fazer a mesma coisa? Ou seja, se há um produto que eles precisam vender, por quê ele iria deixar de oferecer a você, mesmo se não for a melhor alternativa para sua alocação? Simplesmente porque ele trabalha nesta empresa e precisa bater suas metas....

 O trabalho de assessoria independente como o nosso busca exatamente inibir este conflito de interesses. Ao trabalhar para o cliente diretamente nós conseguimos ser isentos ao escolher uma alocação em qualquer asset ou gestor que tenha um produto que realmente se enquadre na necessidade ou perfil daquele recurso. E isso é o que fará a diferença na rentabilidade e na acumulação do patrimônio no longo prazo.

 Foco, uma dose de cuidado e bons administradores são as palavras-chave de quem tem interesse em cuidar melhor de seus investimentos!

Até a próxima, fico por aqui!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Olá, pessoal...

Mercados derretendo esta semana.....

 Com a Grécia na iminência de deixar a Zona do Euro e declarar moratória no pagamento de seus títulos, além de dados fracos divulgados hoje sobre a produção industrial nos EUA, mantém-se o clima azedo e já pesado que estamos vivenciando na bolsa desde a semana passada...

 Os juros também estão precificando uma possível queda de 0,75p.p. para a próxima reunião em algumas semanas, na tentativa de salvar o PIB em meio a este caos nos mercados globais. Porém trata-se de riscos que a política monetária está cavando para o futuro, pois a inflação já pressiona também...

 O Brasil está sentindo os efeitos da crise. Em meio aos BRICS já estamos vendo alguns analistas e fundos terem maior apetite por países como Índia e Turquia, esvaziando o nosso fluxo de estrangeiros e consequentemente nossa bolsa. Por outro lado caso a crise não piore ainda mais, há boas perspectivas de aproveitarmos a "liquidação" e irmos às compras com foco no longo prazo.

 Minha premissa é que ao tentar salvar (novamente) a Grécia, apenas empurraríamos um pouco mais este final doloroso e que não há escapatória... ao menos se o que todos temem de fato acontecer, poderemos ver a Europa com uma outra postura e os mercados poderiam reagir melhor e voltar a subir. Mas o receio maior é que ao declarar a moratória da Grécia, a Europa possa ter mais sujeira embaixo deste tapete e o movimento dominó possa trazer ainda mais problemas em outras economias...

 Bem, por enquanto é isso. Até a próxima...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pessoal, muito bom dia!!!

Mercados digerindo a mudança da poupança e seus reflexos nas taxas de juros e títulos. no mercado financeiro...
Com a perspectiva de queda da taxa básica de juros para patamares abaixo da mínima histórica de 8,75%, que já está sinalizado agora pelo governo ao efetivamente mexer no cálculo da poupança conforme eu já postei antes aqui, os investidores começam dar preferência às emissões de títulos de crédito privado indexados à inflação em relação aos papéis atrelados à taxa do depósito interfinanceiro (DI), aquele que acompanha a Selic.

Hoje quase 90% de todos os papéis emitidos por bancos e empresas no país são atrelados ao DI, que possui correção diária. Mas esse cenário começa a mudar. O movimento, que teve início em agosto com o início do ciclo de redução da Selic, ganhou força na semana passada, após a mudança na remuneração da caderneta de poupança, que na prática removeu o piso para os juros em 9% que o Copom havia sinalizado em sua última ata.

A queda da Selic derrubou o rendimento dos títulos públicos, o que levou a uma corrida por papéis de crédito privado, que historicamente apresentam uma remuneração maior por conta do risco ao investidor. Com mais procura, esse prêmio também vem caindo, mas os títulos corrigidos pela inflação ainda apresentam ganhos relativamente melhores em relação aos atrelados ao DI. Enquanto uma debênture de uma empresa com grau de risco baixo é emitida com um prêmio em torno de 1% do DI, o título da mesma empresa atualizado pela inflação medida pelo IPCA pode sair até 2% acima dos papéis do governo.
Para as empresas, pode fazer mais sentido em seu balanço administrar uma dívida corrigida pelo índice de preços do que pela taxa de juros. E olhando para o investidor este ganha por se proteger de um eventual repique inflacionário, quando houver.

Além dos títulos privados tradicionais, o mercado deve também optar por produtos alternativos, tais como Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e Cédulas de Crédito Imobiliário (CCI), que oferecem uma remuneração mais alta do que as debêntures tradicionais, ou até mesmo alguns tipos de LCI´s ou CRIs (Letras de Crédito Imobiliário ou Certificados de Recebíveis Imobiliários), instrumentos com isenção de imposto de renda para pessoas físicas. É isso aí, pesquisar e buscar alternativas sempre melhores!!
Fico por aqui, até a próxima!

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Pessoal, bom dia!!

 Finalmente após cinco horas de reunião com a presidente Dilma Rousseff ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega voltou ao seu gabinete para terminar o novo modelo de remuneração das cadernetas de poupança que o governo anunciará hoje. A base da proposta será é garantir à caderneta uma rentabilidade equivalente a 70% da taxa Selic. Discutia-se, ainda, a possibilidade de se fazer uma escala conforme o valor dos depósitos. Até determinada faixa (R$ 50 mil ou R$ 70 mil, por exemplo), o poupador receberia 80% da Selic e acima desse valor, 70%, mas provavelmente ficará fixo em 70% . Porém para as aplicações já existentes não deve haver qualquer modificação.

 A divulgação da medida, que originalmente seria feita ontem foi adiada para hoje. A presidente terá durante o dia vários encontros para obter apoio político à alteração das regras da poupança. Primeiro, com o Conselho Político e, em seguida, com as centrais sindicais e empresários. Antes, porém, deverá ter uma nova discussão com Mantega para fechar o texto final.

 Conforme eu já mencionei aqui, tratada com extrema cautela pela presidente esta modificação, por conta do impacto político que pode gerar a alteração na rentabilidade da principal aplicação do pequeno poupador, a caderneta acabou tornando-se um entrave para a queda da taxa básica de juros, visto que atualmente ela é remunerada por juros fixos de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a variação da Taxa de Referência (TR), hoje de 0,02%, e isenção do Imposto de Renda. Com a eventual redução da Selic para 8,5%, a TR deve cair para zero e a isenção do IR será preservada. Os depósitos já existentes permanecem com essa regra mesmo.

 Porém esta garantia legal da remuneração da poupança transformou-se num piso máximo para o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar os juros. As cadernetas, com a Selic em 8,5% ao ano, são mais competitivas do que as aplicações em fundos de investimentos e em títulos públicos, os quais, claro, o governo não pode e nem deve abrir mão.

 Da forma como está hoje, o rendimento da poupança equivale a 68,5% da Selic (de 9% ao ano). Caso os juros caiam para 8,5% ao ano e a poupança tenha seu rendimento atrelado a uma taxa com 80% da Selic, a correção da caderneta seria de 6,8% ao ano - superior, portanto, aos 6,17% atuais. Com 70% da Selic, o reajuste passa a ser de 6,3%,

 Na semana passada, Dilma havia pedido criatividade a Mantega na elaboração de propostas. A discussão mais imediata que surge em torno das mudanças na poupança é o que acontecerá com os recursos que financiam a habitação. Teotônio Rezende, diretor de habitação da Caixa Econômica Federal, diz que a mudança do cálculo preserva a atratividade da poupança como investimento justamente porque será atrelada à taxa básica de juro, que remunera os títulos públicos.

 Porém a velha discussão sobre a insuficiência do "funding" de poupança para garantir as concessões de crédito imobiliário nos próximos permanece, pois como ficarão estes contratos? E se as taxas de juros por acaso subirem muito, como o mutuário irá pagar, se está atrelado o contrato a ela?  Bem, continuemos a acompanhar...

 Fico por aqui, até a próxima!!