quinta-feira, 28 de junho de 2012

Olá, pessoal!

Hoje o Banco Central (BC) revisou a projeção de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,5% em 2012, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado no Jornal Valor. A estimativa anterior era de expansão de 3,5%, número que constou no documento de dezembro do ano passado e que foi mantido na versão de março deste ano. O desempenho da economia esperado pelo BC é mais modesto do que a projeção oficial do Ministério da Fazenda – expansão de 4%. No entanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, continua afirmando que o crescimento da economia brasileira neste ano será maior do que o do ano passado.... será?

No ano passado o PIB brasileiro cresceu 2,7%, depois de ter registrado expansão de 7,5% em 2010. Mas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de crescimento do primeiro trimestre deste ano foi de apenas 0,2% sobre o quarto trimestre de 2011. O mercado é ainda menos otimista do que o BC e a equipe econômica do governo. A expectativa de crescimento do PIB foi revisada para 2,18%, segundo dados do boletim semanal Focus, publicado nesta segunda-feira. Algumas instituições já reduziram as projeções de expansão para o ano a níveis abaixo de 2%. A estimativa de Credit Suisse (1,5%) indignou o ministro da Fazenda, que considerou o número é uma “piada”.

Eu confesso que acompanho mais de perto as estimativas dos bancos que a do governo... ainda mais em ano eleitoral, não? E falando em governo, para impulsionar o nível da economia doméstica e combater os efeitos da crise financeira internacional, ele vem adotando medidas fortes de estímulo à atividade, resta saber os impactos negativos que isto poderá trazer no longo prazo.... Dentre estas medidas estão o incentivo ao consumo (como redução de IPI para linha branca e automóveis, além de corte de IOF sobre empréstimos para pessoas físicas e liberação de compulsórios), proteção à indústria (por meio de desoneração da folha de pagamento para alguns setores, por exemplo) e linha de crédito de R$ 20 bilhões para Estados.

E ainda ontem o  governo também anunciou um programa de R$ 8,43 bilhões em compras de equipamentos e máquinas dentro do programa PAC Equipamentos – Programa de Compras Governamentais. No mesmo evento foi divulgada a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5% ao ano para estimular os investimentos das empresas.

Voltando ao relatório Trimestral de Inflação, o BC também passou a projetar que a inflação termine 2012 acima do centro da meta. A autoridade monetária calcula que a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia o ano em 4,7%, na hipótese de a taxa básica de juros manter-se em 8,5% ao ano. A projeção refere-se ao cenário de referência, que também leva em conta uma taxa de câmbio constante em R$ 2, nível que estava em 8 de junho. E ainda, a inflação ficaria acima do centro da meta, que é de 4,5%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em todos os trimestres deste ano.

No relatório anterior, divulgado em março, a inflação projetada para 2012 era de 4,4%, mas os parâmetros macroeconômicos eram outros. O cenário de referência desse documento levou em consideração a meta de taxa Selic do momento, tendo como hipótese a taxa de juro básico constante em 9,75% ao ano, 1,25 ponto percentual acima do que foi considerado no atual relatório. O documento de março também considerava manutenção da taxa de câmbio em R$ 1,75.

Ainda de acordo com o relatório, neste atual cenário de mercado a meta da taxa Selic chegaria a dezembro deste ano em 8% ao ano de acordo com o relatório. Para 2013, a taxa básica de juros é estimada em 8,92% ao ano. Para o segundo trimestre de 2014, as expectativas indicam taxa Selic de 8,93% ao ano.  Já as minhas fontes no banco Safra projetam uma Selic a 7 – 7,5% ainda este ano. A taxa de câmbio, por sua vez, estaria em R$ 1,92 no fim deste ano e em R$ 1,88 no fim de 2013.

Bem, fico por aqui, até a próxima,

quarta-feira, 27 de junho de 2012

 Olá, pessoal...

 Dando uma olhada nos mercados de investimentos, tenho acompanhado de perto o resultado dos fundos imobiliários e tenho me surpreendido positivamente.... aluguel mensal entrando na conta, além da possível valorização das cotas.... recomendo... Analisem o administrador, o perfil dos imóveis dentro do fundo e precisando, contem comigo para lhes assessorar..

 Diversificação é o nome do jogo neste novo modelo que vivenciamos nos mercados de investimentos. Aproveitemos todos os mercados, pois cada um deles tem uma especificidade que pode nos ser útil em nossos investimentos.

 Fico por aqui, até a próxima!

terça-feira, 19 de junho de 2012

  Hoje (19/06) o evento "Guardiões da Estabilidade", que reuniu esta manhã em SP o atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e quatro ex-presidentes do BC - Pérsio Arida, Gustavo Franco, Armínio Fraga e Henrique Meirelles - durante a era pós-real,  pode ser visto como um pequeno motivo de tudo de importante que ocorre no mundo hoje em termos econômicos e comanda o otimismo dos mercados. Tombini, Gustavo Franco, Henrique Meirelles, Pérsio Arida e Armínio Fraga, na essência, discutiram a crise internacional e as medidas que podem e devem ser adotadas para a retomada do crescimento.

 O atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou  que “a crise não terminou e concentra foco nos países da Europa. Essa crise não é do Brasil”, garantiu. Segundo ele, “o País tem reservas robustas e contas públicas equilibradas. O superávit primário permite redução da dívida pública”. Ele está confiante que o Brasil voltará a crescer no curto prazo, a ponto de o Produto Interno Bruto (PIB) registrar uma expansão de 4% no último trimestre deste ano ante os mesmos três meses de 2011. “O País vai crescer nos próximos trimestres, baseado sobretudo na criação de emprego, expansão de renda e do crédito”, comentou.

 Já os seus colegas não parecem tão otimistas....  Na visão de Gustavo Franco, o País não será capaz de crescer mais do que de 3,5% a 4%, sem inflação, a menos que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresça bastante em relação ao PIB.  Já o antecessor imediato de Tombini, Meirelles, considerou que o recente movimento de aversão a risco e saída de capital estrangeiro do Brasil representa um "ajuste saudável" em relação à euforia anterior. “Esta sobriedade é positiva e saudável a longo prazo”, disse Meirelles. Para Armínio Fraga, “em algum momento vamos ter que encarar a redução da meta de inflação de 4,5%” no Brasil, o que seria um complemento importante para solidificar a estabilidade econômica no País. E Pérsio Arida defendeu que a inflação e juros altos são consequências da falta de equilíbrio fiscal. No mais, nenhuma grande novidade...

 Câmbio:

 Uma interessante expectativa entre alguns agentes de câmbio é de que, enquanto o dólar por aquiorbitar ao redor de R$ 2,05 -considerado um nível confortável -, sem grandes oscilações, o Banco Central brasileiro tende a seguir fora dos negócios.
                   
 Internacional e Bolsa:

 No encontro do G-20, que ocorre desde ontem no México, a temática é a mesma e as expectativas dos investidores, já corroboradas por informações preliminares sobre as conclusões das reuniões, são de que os principais líderes globais sinalizem, a partir de agora, que o combate à crise venha acompanhado por uma maior preocupação com o incentivo à atividade econômica e não só com as questões fiscais. Por isso mesmo, o mercado cria cada vez maiores expectativas em relação, também, à reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do banco central norte-americano, o Federal Reserve.

 Depois de uma série recente de indicadores fracos nos Estados Unidos, a percepção é de que o Fed anuncie, no mínimo, a extensão da chamada Operação Twist, na qual troca títulos de curto prazo por papéis de longo prazo. Por isso, as bolsas sobem e o dólar perde valor em relação à maioria das moedas, num claro movimento de aceitação do risco. A Bolsa brasileira foi fortemente influenciada ainda pela escalada dos papéis da Petrobras, que reagiram a sinalizações do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, de que um reajuste de combustíveis pode ser necessário. No mercado de câmbio, os investidores acompanham o movimento internacional conforme comentado acima e o dólar opera em queda forte. Já no mercado de juros, a liquidez é melhor em relação a ontem, mas ainda é pequena e as taxas não mostram rumo firme.

  Os líderes do G-20 concordaram ontem em aumentar o poder de fogo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para US$ 456 bilhões, fazendo um aporte de US$ 90 bilhões para o FMI com os países Brasil, Rússia, Índia, China contribuindo com US$ 73 bilhões. Em um documento prévio do comunicado final que será divulgado pelo G-20, a União Europeia disse que vai "analisar" o fortalecimento das ligações entre os sistemas bancários dos países membros. "Nós apoiamos a intenção de estudar passos concretos em direção a uma estrutura financeira mais integrada, abrangendo a supervisão bancária, resolução e recapitalização e seguros de depósitos", diz o comunicado, segundo uma autoridade de um dos países que participa do G-20 e que teve acesso ao texto. Por isso estes recursos devem ser disponibilizados para a prevenção e a resolução de crises e para atender às necessidades de financiamento de todos os membros do FMI visando a estabilidade financeira global.

 A despeito dos sinais de que a Espanha fará um pedido oficial de ajuda, que pode chegar a 100 bilhões de euros, para recapitalizar seus bancos nos próximos dias, segundo uma alta autoridade da União Europeia, há dúvidas se esse montante será suficiente para estancar a crise bancária no país. Hoje, o custo de financiamento do país aumentou no leilão de títulos de curto prazo. E finalizando, na Grécia, o resultado das eleições parlamentares no domingo afastou o risco de saída do país da zona do euro no curto prazo. No entanto, as negociações em torno de um governo de coalizão ainda prosseguem e um eventual revés não está totalmente descartado, o que poderia ameaçar a continuidade do programa de austeridade fiscal. A fonte dos dados retirei da Agência Estado.

Por enquanto é só. Fico por aqui, até a próxima!!!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Olá, pessoal!

Dia dos Namorados com os mercados ainda digerindo sobre o pacote de 100 bilhões de euros de ajuda à Espanha no final de semana... Mesmo ele foi insuficiente para finalizar o movimento de aversão ao risco dos últimos meses. 

E claro que o resultado disso foi queda no preço das ações e de algumas commodities em contraposição à busca por segurança no dólar. Por aqui, a valorização da moeda norte-americana foi ainda mais forte, alguns analisatas argumentando que a busca por hedge favoreceu tal movimento, mesmo com o Banco Central entrando novamente com leilão de swap cambial para tentar conter a alta.

Outra notícia não muito agradável foi que a agência de classificação de risco Standard & Poor's afirmou ontem que a Índia pode ser o primeiro dos Brics a perder o grau de investimento. Se não citou nominalmente a possibilidade de as demais nações do grupo também terem suas notas rebaixadas, o título do relatório, "A Índia será o primeiro anjo caído do Bric", também não deixa dúvidas que os indianos não serão os únicos, o que pode ter adicionado mais volatilidade aos negócios.

 As taxas de juros futuros de curto prazo aceleraram a devolução de prêmios no fim do dia, da mesma forma que os mercados acionários batiam suas cotações mínimas. Além disso, os agentes seguem repercutindo a leitura da ata divulgada na sexta-feira, de que o Banco Central provavelmente elevou sua projeção de impacto da crise atual na economia brasileira. Nenhuma novidade achar que o Brasil estava ileso dela....

 Numa reportagem desta manhã no jornal on line do New York Times eles comentam que a Itália (terceira maior economia do Euro, atrás apenas da Alemanha e França) também terá problemas com seu baixo crescimento e com necessidade de contrair dívidas com juros mais altos sem terem recursos disponíveis, ou seja, em breve este país deverá ser o novo tema da crise na Europa...

 Fico por aqui, até a próxima..