terça-feira, 19 de junho de 2012

  Hoje (19/06) o evento "Guardiões da Estabilidade", que reuniu esta manhã em SP o atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e quatro ex-presidentes do BC - Pérsio Arida, Gustavo Franco, Armínio Fraga e Henrique Meirelles - durante a era pós-real,  pode ser visto como um pequeno motivo de tudo de importante que ocorre no mundo hoje em termos econômicos e comanda o otimismo dos mercados. Tombini, Gustavo Franco, Henrique Meirelles, Pérsio Arida e Armínio Fraga, na essência, discutiram a crise internacional e as medidas que podem e devem ser adotadas para a retomada do crescimento.

 O atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou  que “a crise não terminou e concentra foco nos países da Europa. Essa crise não é do Brasil”, garantiu. Segundo ele, “o País tem reservas robustas e contas públicas equilibradas. O superávit primário permite redução da dívida pública”. Ele está confiante que o Brasil voltará a crescer no curto prazo, a ponto de o Produto Interno Bruto (PIB) registrar uma expansão de 4% no último trimestre deste ano ante os mesmos três meses de 2011. “O País vai crescer nos próximos trimestres, baseado sobretudo na criação de emprego, expansão de renda e do crédito”, comentou.

 Já os seus colegas não parecem tão otimistas....  Na visão de Gustavo Franco, o País não será capaz de crescer mais do que de 3,5% a 4%, sem inflação, a menos que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresça bastante em relação ao PIB.  Já o antecessor imediato de Tombini, Meirelles, considerou que o recente movimento de aversão a risco e saída de capital estrangeiro do Brasil representa um "ajuste saudável" em relação à euforia anterior. “Esta sobriedade é positiva e saudável a longo prazo”, disse Meirelles. Para Armínio Fraga, “em algum momento vamos ter que encarar a redução da meta de inflação de 4,5%” no Brasil, o que seria um complemento importante para solidificar a estabilidade econômica no País. E Pérsio Arida defendeu que a inflação e juros altos são consequências da falta de equilíbrio fiscal. No mais, nenhuma grande novidade...

 Câmbio:

 Uma interessante expectativa entre alguns agentes de câmbio é de que, enquanto o dólar por aquiorbitar ao redor de R$ 2,05 -considerado um nível confortável -, sem grandes oscilações, o Banco Central brasileiro tende a seguir fora dos negócios.
                   
 Internacional e Bolsa:

 No encontro do G-20, que ocorre desde ontem no México, a temática é a mesma e as expectativas dos investidores, já corroboradas por informações preliminares sobre as conclusões das reuniões, são de que os principais líderes globais sinalizem, a partir de agora, que o combate à crise venha acompanhado por uma maior preocupação com o incentivo à atividade econômica e não só com as questões fiscais. Por isso mesmo, o mercado cria cada vez maiores expectativas em relação, também, à reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do banco central norte-americano, o Federal Reserve.

 Depois de uma série recente de indicadores fracos nos Estados Unidos, a percepção é de que o Fed anuncie, no mínimo, a extensão da chamada Operação Twist, na qual troca títulos de curto prazo por papéis de longo prazo. Por isso, as bolsas sobem e o dólar perde valor em relação à maioria das moedas, num claro movimento de aceitação do risco. A Bolsa brasileira foi fortemente influenciada ainda pela escalada dos papéis da Petrobras, que reagiram a sinalizações do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, de que um reajuste de combustíveis pode ser necessário. No mercado de câmbio, os investidores acompanham o movimento internacional conforme comentado acima e o dólar opera em queda forte. Já no mercado de juros, a liquidez é melhor em relação a ontem, mas ainda é pequena e as taxas não mostram rumo firme.

  Os líderes do G-20 concordaram ontem em aumentar o poder de fogo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para US$ 456 bilhões, fazendo um aporte de US$ 90 bilhões para o FMI com os países Brasil, Rússia, Índia, China contribuindo com US$ 73 bilhões. Em um documento prévio do comunicado final que será divulgado pelo G-20, a União Europeia disse que vai "analisar" o fortalecimento das ligações entre os sistemas bancários dos países membros. "Nós apoiamos a intenção de estudar passos concretos em direção a uma estrutura financeira mais integrada, abrangendo a supervisão bancária, resolução e recapitalização e seguros de depósitos", diz o comunicado, segundo uma autoridade de um dos países que participa do G-20 e que teve acesso ao texto. Por isso estes recursos devem ser disponibilizados para a prevenção e a resolução de crises e para atender às necessidades de financiamento de todos os membros do FMI visando a estabilidade financeira global.

 A despeito dos sinais de que a Espanha fará um pedido oficial de ajuda, que pode chegar a 100 bilhões de euros, para recapitalizar seus bancos nos próximos dias, segundo uma alta autoridade da União Europeia, há dúvidas se esse montante será suficiente para estancar a crise bancária no país. Hoje, o custo de financiamento do país aumentou no leilão de títulos de curto prazo. E finalizando, na Grécia, o resultado das eleições parlamentares no domingo afastou o risco de saída do país da zona do euro no curto prazo. No entanto, as negociações em torno de um governo de coalizão ainda prosseguem e um eventual revés não está totalmente descartado, o que poderia ameaçar a continuidade do programa de austeridade fiscal. A fonte dos dados retirei da Agência Estado.

Por enquanto é só. Fico por aqui, até a próxima!!!