O atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que “a crise não terminou e concentra foco nos países da Europa. Essa crise não é do Brasil”, garantiu. Segundo ele, “o País tem reservas robustas e contas públicas equilibradas. O superávit primário permite redução da dívida pública”. Ele está confiante que o Brasil voltará a crescer no curto prazo, a ponto de o Produto Interno Bruto (PIB) registrar uma expansão de 4% no último trimestre deste ano ante os mesmos três meses de 2011. “O País vai crescer nos próximos trimestres, baseado sobretudo na criação de emprego, expansão de renda e do crédito”, comentou.
Já os seus
colegas não parecem tão otimistas.... Na visão de Gustavo Franco, o País não
será capaz de crescer mais do que de 3,5% a 4%, sem inflação, a menos que a
Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresça bastante em relação ao PIB.
Já o antecessor imediato de Tombini, Meirelles, considerou que o recente
movimento de aversão a risco e saída de capital estrangeiro do Brasil
representa um "ajuste saudável" em relação à euforia anterior. “Esta
sobriedade é positiva e saudável a longo prazo”, disse Meirelles. Para Armínio
Fraga, “em algum momento vamos ter que encarar a redução da meta de inflação de
4,5%” no Brasil, o que seria um complemento importante para solidificar a
estabilidade econômica no País. E Pérsio Arida defendeu que a inflação e juros
altos são consequências da falta de equilíbrio fiscal. No mais, nenhuma grande
novidade...
Internacional e Bolsa:
Depois de uma série recente de indicadores
fracos nos Estados Unidos, a percepção é de que o Fed anuncie, no mínimo, a
extensão da chamada Operação Twist, na qual troca títulos de curto prazo por
papéis de longo prazo. Por isso, as bolsas sobem e o dólar perde valor em
relação à maioria das moedas, num claro movimento de aceitação do risco. A
Bolsa brasileira foi fortemente influenciada ainda pela escalada dos papéis da
Petrobras, que reagiram a sinalizações do ministro das Minas e Energia, Edison
Lobão, de que um reajuste de combustíveis pode ser necessário. No mercado de
câmbio, os investidores acompanham o movimento internacional conforme comentado
acima e o dólar opera em queda forte. Já no mercado de juros, a liquidez é
melhor em relação a ontem, mas ainda é pequena e as taxas não mostram rumo
firme.
Os
líderes do G-20 concordaram ontem em aumentar o poder de fogo do Fundo
Monetário Internacional (FMI) para US$ 456 bilhões, fazendo um aporte de US$ 90
bilhões para o FMI com os países Brasil, Rússia, Índia, China contribuindo com
US$ 73 bilhões. Em um documento prévio do comunicado final que será divulgado
pelo G-20, a União Europeia disse que vai "analisar" o fortalecimento
das ligações entre os sistemas bancários dos países membros. "Nós apoiamos
a intenção de estudar passos concretos em direção a uma estrutura financeira
mais integrada, abrangendo a supervisão bancária, resolução e recapitalização e
seguros de depósitos", diz o comunicado, segundo uma autoridade de um dos
países que participa do G-20 e que teve acesso ao texto. Por isso estes
recursos devem ser disponibilizados para a prevenção e a resolução de crises e
para atender às necessidades de financiamento de todos os membros do FMI
visando a estabilidade financeira global.
Por
enquanto é só. Fico por aqui, até a próxima!!!