segunda-feira, 29 de abril de 2013

Menos emoção nos investimentos...

Olá, pessoal... mais um mês terminando, estamos começando Maio com uma sensação de mercados em estagnação..... a bolsa brasileira está com resultado no ano de tenebrosos - 9,83%. A renda fica (CDI) está com apenas 2,14% (o IMAB 5 - Inflação - com apenas 0,4%), com possibilidades de altas leves por conta da inflação, porém ainda sem muito vigor.

Analisando as carteiras e estratégias, o que mais tenho revisto foi o modelo adotado de rentabilidade desejada dos clientes. Porque querer não significa que seja factível. O melhor modelo de investimento na minha opinião traduz-se em alinhar o risco máximo que o cliente suporta tomar versus o ganho máximo que ele poderia obter no longo prazo.Qualquer coisa fora deste padrão poderá deixar o cliente numa situação de desconforto que não trará benefício algum ao trabalho e aos resultados.

Porém o conceito da teoria dos mercados avaliava que um cliente sempre tem racionalidade e que analisa todas alternativas disponíveis, o que sabemos hoje não mais não refletir a veracidade. Por isso nas últimas décadas o conceito da emoção foi colocado nos estudos sobre os mercados e estratégias das carteiras. Com isso, passa-se a entender que a emoção efetivamente faz parte das ações de um investidor. E que quanto mais preparado para enfrentar as oscilações o investidor estiver, melhor será seu desempenho, pois neste conceito, quanto mais equilibrado e sereno, mais frias serão as suas atitudes diante da volatilidade, o que certamente deverá trazer melhores resultados em sua carteira, já que elas refletirão suas decisões sem o calor da emoção de entrar ou sair de produtos num momento errado. 

Quanto mais distantes emocionalmente do recurso, melhor estaremos alinhados às reais necessidades do nosso objetivo de investimento. O foco deve ser um tratamento de longo prazo para este recurso, baseado nas perspectivas de mercado, cientes de que a oscilação faz e fará parte cada vez mais intrínseca de nosso planejamento. Mas sempre tendo a tranquilidade de se fazer mudanças conforme o mercado demonstrar esta necessidade e que o contexto de fato se alterou, não apenas focando a emoção e alterando as estratégias todas as vezes que houver momentos voláteis por conta da emoção... Pense que se isso estiver acontecendo, seu perfil não está adequado à sua carteira de produtos, é melhor rever.

Fica a dica, até a próxima!

terça-feira, 2 de abril de 2013

O risco veio para ficar.....


Olá, pessoal, mais um mês começando....

E as notícias não são muito animadoras.... estamos já com juros negativos em muitas aplicações... e não estamos vendo ainda o desvio dos investimentos financeiros irem para o consumo, produção, investimento em infraestrutura, etc....

A impressão que se tem é que o mercado está esperando algum novo dado, algum incentivo, alguma novidade.... se pensarmos nos investidores do passado, sabemos que estes esperam (e torcem) para que os juros voltem a subir, melhorando as taxas de retorno de suas aplicações financeiras..... mas também sabemos que este mundo não volta mais.... e por outro lado também vemos classes C e D comprando mais, consumindo mais, mas ainda assim não aumentando seu poder de poupança...

A verdade é que mergulhar neste mercado esperando milagres a curtos prazos realmente será uma ilusão... o objetivo e o perfil do bom investidor daqui para a frente será montar suas estratégias com foco no longo prazo e acreditando na consistência de sua estratégia. Esta estratégia, por sua vez, deverá levar em conta as suas necessidades de liquidez, os objetivos de sua carteira e ainda sua aversão (ou apetite) ao risco. É, porque o risco estará sempre associado a uma carteira que tenha foco em crescimento de capital no longo prazo. É impossível falar em ganhar mais sem se arriscar mais... Portanto, em vez de brigar e temê-lo, aliemo-nos a ele.... é ele quem poderá nos auxiliar a ganhar mais e mesclar nossas carteiras...

O lado bom de tudo isso é que os gestores de fundos e casas estão cada vez mais buscando alternativas diferenciadas e com isso, trazendo para os fundos investimentos não pensados antes, com alternativas até mesmo de bolsas americanas, índices estrangeiros, papéis negociados no exterior, etc.. Vale a pena estar atento e aproveitar para diversificar com este tipo de produto, incrementando a carteira e sofisticando seu portfólio. Fique de olho, pois há muitas boas opções a serem pescadas neste mar de incertezas!!

Fico por aqui, até a próxima,