Olá, pessoal!! Sexta-feira chegando e nada de bons ventos do mercado, pelo menos por enquanto...
Nas reuniões de ontem os líderes de 23 países europeus decidiram apoiar um novo tratado com supervisão mais rigorosa dos orçamentos nacionais na tentativa de convencer os mercados que o euro tem futuro em meio à crise da dívida, mas não conseguiram a adesão de outros quatro integrantes da União Europeia (UE), incluindo a Inglaterra.
Mesmo depois do tão aguardado acordo, os líderes europeus têm uma dura tarefa à frente. Eles se reúnem novamente hoje para discutir o conteúdo exato do novo tratado e como aqueles que o desobedecerem serão policiados. A intenção é ter isso por escrito até março. Porém a Inglaterra (que não usa o euro) liderou o movimento contra o tratado unindo todos os 27 participantes da União Europeia a uma união fiscal maior, com a argumentação de que isso ameaçaria a soberania nacional e a indústria de serviços financeiros de Londres. A maioria dos países do bloco europeu estava inclinada a um amplo acordo da União Europeia para evitar uma divisão, mas Alemanha e França, as maiores economias da zona do euro, deixaram claro que um acerto entre os 17 membros do euro e mais aqueles que quisessem unir a ele era melhor do que nada. Com isso ficaram fora, além da Inglaterra, a Hungria, a República Checa e a Suécia.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, jogou a culpa no primeiro-ministro britânico, David Cameron. "Cameron fez uma proposta que nos pareceu inaceitável, um protocolo para o tratado que exoneraria o Reino Unido de uma série de regulamentações dos serviços financeiros", disse o dirigente da França segundo o jornal Valor Online. "Não podemos aceitar isso. Consideramos, pelo contrário, que parte dos problemas do mundo é consequência da falta de regulamentações dos serviços financeiros. Se você quer uma cláusula de saída para não estar no euro e pedir para participar de todas as decisões do euro, mesmo criticando-o, isto não é possível", afirmou Sarkozy. Cameron, por sua vez segundo a reportagem, defendeu sua posição. "O que estava sendo oferecido não é de interesse da Inglaterra e, por isso, não concordei", disse a jornalistas em Bruxelas. "Não estamos no euro e estou contente por não estarmos no euro", acrescentou. "Nunca vamos nos unir ao euro e nunca vamos abrir mão deste tipo de soberania que estes países estão tendo de fazer", emendou.
Conforme o comunicado emitido ao fim do encontro, os governos incluídos no acordo vão precisar ter orçamentos equilibrados, com déficit estrutural não podendo superar 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), e vão ter de fazer emendas em suas Constituições para incluir tal requerimento. O tratado deve envolver um "mecanismo de correção automática" para países que violarem as regras. Além disso, aqueles que administrarem um déficit acima de 3% vão sofrer sanções. Para evitar tais déficits, os países devem submeter seus orçamentos nacionais à Comissão Europeia, que vai ter a autoridade para solicitar que as contas sejam revistas. Os países devem ainda reportar antecipadamente seus planos de financiamento. "Ainda não acabou, mas a zona do euro está em um bom caminho em direção de um pacto fiscal e esperançosa de salvar o euro", comentou o economista europeu do ING, Carsten Brzenski.
Os governos signatários do novo tratado terão de concordar com uma intervenção sem precedentes nos orçamentos nacionais por organismos da União Europeia. O acordo vai depender da Comissão Europeia e do Tribunal Europeu de Justiça para aplicar as regras. Ainda segundo a reportagem, apesar dos desafios à frente a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, comemorou o acordo. "Sempre disse que os 17 Estados do grupo do euro vão reconquistar a credibilidade. E eu acredito que, com as decisões de hoje, isso pode e vair ser conseguido", destacou. Alemanha e França insistem que o melhor caminho para ter de volta a confiança do mercado é melhorar a governança financeira, vigiando os países da zona do euro e seus orçamentos. Para muitos outros países e economistas, contudo, recobrar a confiança dos investidores no curto prazo depende de a zona do euro ter dinheiro disponível para garantir que os países não vão deixar de honrar seus compromissos.
Quase no fim da reunião, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que a zona do euro, junto com alguns outros integrantes da União Europeia, vai prover até 200 bilhões de euros em recursos extras para o Fundo Monetário Internacional (FMI), para serem usados para ajudar os países a ajeitar suas contas. A Suécia e a Dinamarca, fora do euro, já avisaram que vão contribuir com algum dinheiro extra. Tomara....
Bom, o imbróglio ainda continua.... com estas notícias o mercado asiático fechou suas bolsas em queda. Já a Europa está abrindo em alta, vamos ver como a nossa bolsa reagirá..
Fico por aqui, até a próxima....... tenha um excelente final de semana!!