quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Dicas para investir

Olá, pessoal!

Esta semana lendo as notícias de mercado realmente vejo que daqui para a frente estará cada vez mais difícil ganharmos dinheiro "fácil" neste mundo dos investimentos. Nunca tivemos tantas mudanças em nosso contexto no mercado de capitais como agora.

Cada vez mais será necessário garimpar novas empresas e gestoras diferentes para buscarmos conhecer produtos diferenciados, correr mais riscos ao empreender com novos produtos, saindo do confortável grande banco para buscar um rendimento melhor, além, é claro de estarmos sempre preparados para as mudanças do cenário econômico e contarmos com bons profissionais ao nosso lado nos assessorando...

Afinal, quando precisamos ir ao médico porque estamos mal geralmente vamos a um clínico geral, certo? E quando sabemos o que temos, seguimos para um especialista cuidar do nosso problema de forma específica, não?

Com nossos investimentos é a mesma coisa. Quando tudo está relativamente tranquilo, a gente acaba se contentando com as indicações do nosso gerente ou consultor do banco, que nos passam muitas indicações geralmente de produtos que independente de serem bons ou não, são a "meta" do mês que precisam ser fechados.. e a gente acaba comprando...

Então se nós vivemos num mundo capitalista, onde buscamos trabalhar para angariar recursos para promover a qualidade de vida da nossa família, cuidar do nosso futuro, conquistar alguns sonhos, como é que não daremos a devida atenção para que este recurso seja bem aplicado e nos proporcione uma maior tranquilidade? Pense nisso.

 Aqui coloco uma matéria que revi de um site americano da companhia de investimentos Motley Fool. Ele cita as 9 regras que na opinião deles os investidores deveriam seguir. Claro que elas estão no contexto americano, mas dá para usarmos praticamente todas as dicas no Brasil também:


1 – Nove em dez profissionais de finanças não tem o interesse do cliente como prioridade
Como eu havia comentado....  eles dizem que Wall Street atrai alguns dos melhores estudantes das melhores universidades. E poucos deles entram para o mercado financeiro porque têm o desejo de ajudá-lo a alocar seus investimentos da forma mais eficiente. Eles vão para esse mercado porque querem ficar ricos.

E a maneira de ficar rico em Wall Street mais facilmente não é se tornando o próximo Warren Buffet e sim encontrando pessoas ingênuas para pagar taxas de administração e comissões elevadas em produtos de investimento que raramente conseguem sequer superar seus índices de referência.

Por isso, Housel aconselha que você fique bem atento antes de entregar seu dinheiro na mão de alguns profissionais. Procure bem e avalie a transparência é ética que lhe apresentam, além de seu histórico.

2 – Não tente prever o futuro
Há pouco mais de dez anos, a Grécia era um país forte, a Rússia estava quebrada, o barril do petróleo custava US$ 13, a AOL dominava a internet, economistas achavam que o governo eliminaria a dívida nacional em 2009, a Apple era uma piada, a General Motors estava no topo da valorização, Mark Zuckerberg era um estudante, o “bug do milênio” era uma enorme preocupação e a revista Fortune dizia que a Enron era uma das empresas mais admiradas dos EUA.

A próxima década também terá muitas mudanças. Aprender a lidar com elas é mais importante do que tentar prevê-las. Ninguém é capaz disso. Embora alguns vendam que são... 

3 – Poupar é mais importante que investir
Esta máxima eu adoro!! Você pode fazer bons investimentos, mas se não tiver guardado algum dinheiro para começar, não conseguirá atingir seus objetivos. As pessoas gastam muito tempo pensando na estratégia e em como melhorar a rentabilidade da aplicação, mas muitos conseguiriam resultados melhores se simplesmente se preocupassem em pensar em como poupar mais.

4 – Esqueça o noticiário
Um ciclo de 24 horas de notícias é feito para quem não consegue enxergar mais que 24 horas à frente. Por este motivo, uma notícia longa, mas muito importante, sobre um aumento na produção de energia é raramente mencionada, quando o índice Dow Jones cai 20 pontos é noticiado como manchete urgente.

Para Housel, o relacionamento da maioria das pessoas com as notícias de economia deveria ser: (a) nenhum, ignore todas as notícias ou (b) algo que ajude a entender melhor como o mundo funciona, mas que raramente o obrigue a tomar alguma ação. Por isso fundamental ter um bom assessor, que é bastante comum por lá.

5 – A inteligência emocional é mais importante que  conhecimento técnico
Pegue dois investidores. Um é um cientista formato pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), com um QI muito alto. Ele usa alavancagem e opera várias vezes por semana, usando sua inteligência para ser mais esperto que o mercado, saindo dos investimentos quando acha que é o momento certo.

O outro é uma pessoa “comum”, que nunca esteve na faculdade, poupa dinheiro todo mês e aplica em um fundo de índice (ETF) mensalmente. Ele não está preocupado em ser mais esperto que o mercado. Na opinião de Housel, quem conseguirá os melhores resultados no longo prazo é o segundo. “Investir não é um jogo onde o cara com QI de 160 supera outro cara de 130”, já dizia Warren Buffett. Investidores de sucesso são aqueles que reconhecem suas limitações, mantêm a cabeça fria e agem com disciplina.

6 – Fale sobre dinheiro
Investir não é fácil. Mexe com as emoções, pode nos deixar nervosos, irritados, com medo e confusos. Quando tomamos nossas decisões com essas emoções à flor da pele, na maioria das vezes nos arrependemos.

Por isso, Housel aconselha que você converse com alguém antes de tomar uma grande decisão com seus investimentos. Pode ser um amigo, um consultor financeiro ou um investidor mais experiente. O pior que pode acontecer é ouvirmos algo com o qual não concordamos e aí ignoramos o conselho. Mas frequentemente ouviremos algo que pode dar outras perspectivas e ajudar a moldar nossos pensamentos.

7 – A maioria dos problemas financeiros é causada por endividamento
O especialista do Motley Fool ressalta cita um exemplo de um conhecido que ganhava centenas de milhares de dólares por ano como um especialista em um campo profissional avançado, mas pediu falência em 2009 e provavelmente terá que continuar trabalhando quanto tiver mais de 70 anos. 

Um outro conhecido, que nunca ganhou mais que US$ 50 mil por ano, conseguiu se aposentar sem problemas quando precisou. A principal diferença entre ele é que o primeiro se endividou para viver com um padrão de vida superior ao seu, enquanto o outro evitou contrair dívidas e manteve um padrão mais realista.

 8 – Esqueça o desempenho passado
Morgan Housel aponta que, quando se trata de ações ou fundos de investimento, uma das piores formas de avaliar seu potencial de retorno é olhando a performance passada.

Se uma ação valorizou muito nos últimos anos não quer dizer que ela continuará subindo nos próximos anos. Para ele, investimentos que apresentaram fortes retornos recentemente deveriam ser vistos com cautela, com o risco até de uma bolha. Por isso, você deve procurar comprar ações de empresas que você entenda e que tenham alguma vantagem competitiva.
O mesmo vale para os fundos na minha opinião, é importante ter idéia de como os gestores vieram trabalhando, mas jamais achar que será idêntico no futuro. pode até ter um desempenho melhor, mas fundamental é conhecer a qualidade das análises e acompanhar de perto. 

9 – Não existe “investimento perfeito”
Esta também eu adoro e concordo plenamente. O ouro, que é apontado frequentemente como um investimento estável, desvalorizou 70% de 1980 até o inicio do ano 2000. Títulos do Tesouro norte-americano perderam 40% de seu valor ajustado pela inflação do final da 2ª Guerra até o início dos anos 80. Ações de empresas norte-americanas que eram excelentes investimentos em 2000, recuaram 40% até março de 2009. E os imóveis também desvalorizaram muito nos EUA.

Por isso, Housel ressalta que os investimentos são arriscados. Coisas ruins podem acontecer com qualquer aplicação. Avaliações são invalidadas, segmentos de negócios sofrem mudanças, executivos de empresas erram, políticos tomam decisões ruins e as coisas normalmente não ocorrem como planejadas. Diversificação é a chave, assim como a paciência, uma mente aberta e a capacidade de ignorar os modismos e o entusiasmo da maioria das pessoas.

Bem, fico por aqui, espero que as dicas sejam úteis para você.

Até a próxima,


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Notícias da Semana


Olá, pessoal, mais uma bela semana começando!

Ao ler as matérias dos jornais de hoje, percebo claramente o que falávamos há alguns anos sobre a mudança no mercado de capitais que era necessário para o Brasil avançar... Hoje ela acontece literalmente...

Os investidores me questionam sistematicamente sobre quais os produtos que devemos ter nas carteiras para podermos sonhar com os ganhos de 1%a.m. que tínhamos num passado não tão distante.... e cada vez mais digo que não temos mais como garantir ou assegurar um rendimento específico daqui para a frente...

Eu, por exemplo, ainda recomendo produtos atrelados à inflação, mas com as quedas precificadas das taxas de juros, somente os títulos de vencimentos mais longos tenderão a trazer bons retornos. Com isso, a expertise dos gestores é que fará a diferença ao montar/administrar uma boa alocação em seus fundos. E o cliente precisa acompanhar isso de perto, ou claro, ter um profissional que o assessore nesta operação, para poder manter a qualidade e versatilidade da sua carteira.

Além destes produtos, bons multimercados estão conseguindo retornos acima do CDI e dos índices de bolsa, que neste ano estão pífios até o momento. Alguns fundos já renderam entre 14 a 30% desde o início do ano. Nada mal num mercado cada vez mais complicado de se ganhar dinheiro como antes....

Por outro lado o Brasil nunca esteve tão produtivo de fato. E esta é uma tendência que conforme já comentei antes, não deverá mudar. Se nos espelharmos nos países desenvolvidos, com economias em crescimento, veremos que suas taxas de juros reais não passam de 2%a.a., algumas são até negativas. Nos EUA, por exemplo, os investidores para se protegerem da inflação chegam a aceitar juros negativos. Aqui ainda não precisamos disso, mas nossos ganhos tenderão a ser maiores ao empreendermos do que ao aplicarmos no mercado financeiro. E isso não é ruím, muito pelo contrário, é bom para nossa economia.

Mas que de fato nosso apetite ao risco precisa aumentar e se diversificar, isso sim. Renda fixa na minha visão apenas para a parte de curto prazo, demandas curtas. A carteira em si deverá ter multimercados, imóveis, ações, fundos de ações, estratégias específicas, enfim, uma carteira com múltiplas opções de investimentos, condizentes com o perfil, objetivos e necessidades de cada investidor.

As conversas entre consultor e cliente deverão ser mensais, rotineiras, para que possa-se  sempre acompanhar de perto as alterações de mercado e mudanças de tendências. Afinal, o que era bom investir no mês passado, nem sempre continuará bom neste mês. E é preciso estar atento para conseguir bons resultados, onde cada pequeno ganho fará muita diferença no futuro!

Bem, fico por aqui, até a próxima!


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Semana Democrática

 Olá, pessoal!!

 Semana começando após o dia democrático de eleger os representantes das nossas cidades.... Aproveitando o gancho informo que as escolhas que fazemos em nossa carteira de investimentos daqui para a frente serão fundamentais para termos bons resultados no futuro.... vamos ficar atentos!!

 No radar econômico a boa notícia é que aumentam as apostas de uma Selic caindo 0,25pp na próxima reunião nesta quarta-feira, Hoje ela está em 7,5%aa. Esta posição é a verdade uma reação do mercado face à piora no cenário externo, situação que vai na linha de declarações feitas na semana passada pelo diretor de Assuntos Internacionais do BC, Luiz Awazu Pereira. Para ele "deve haver no Brasil uma calibragem da política de juros que permita a aceleração da economia doméstica, em meio às fracas perspectivas para as economias desenvolvidas nos próximos anos."

 Há estatísticas de que as tesourarias bancárias já começaram a montar posições em prol de uma outra redução da Selic nessa mesma magnitude na reunião do Copom do fim de novembro, a última deste ano, embora as apostas ainda sejam marginais, vamos olhar mais para a frente. Inclusive os comentários de Awazu ampararam ainda o aumento das apostas de que a autoridade monetária não eleve o juro básico no próximo ano.

 Na pesquisa Focus do BC de hoje a estimativa do Top 5 médio prazo para a Selic no fim de 2013 caiu a 7,25%, ante 7,88% na edição anterior, pela mediana das previsões. Já a mediana das previsões para a Selic para o fim deste ano e o próximo se manteve em 7,50% e 8,00%, respectivamente.

 Agora do lado negativo, o mercado piorou a expectativa para a produção industrial, vendo agora uma queda de 2,00% neste ano, ante baixa de 1,92% na pesquisa anterior. E o PIB continua estável em míseros 1,57% de crescimento, o que não é uma boa notícia realmente.

 Já em relação à nossa querida inflação, as expectativas do mercado para 2012 continuaram a se deteriorar. A mediana das estimativas de cerca de cem instituições consultadas para o IPCA subiu – pela 13ª semana consecutiva - de 5,36% para 5,42%. Para 2013, contudo, a mediana voltou a cair pela segunda vez, de 5,48% para 5,44%.

 Enfim, diante destes dados, continuo recomendando produtos atrelados aos índices de inflação, além de buscar bons multimercados para diversificar a carteira. Desejando mais indicações, não deixe de nos contatar.

Fico por aqui, até a próxima,

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Radar Semanal

Olá, pessoal!

Esta semana vamos falar sobre uma nova forma de aplicação que certamente entrará no radar das carteiras dos investidores pessoa física: Debêntures (títulos de crédito de emissão de empresas privadas).

Com as quedas de juros no mercado de renda fixa, o investidor terá que correr um risco maior para ganhar melhor. Esta semana está sendo negociada uma emissão de debêntures do grupo Autoban (subsidiária da CCR). Cada debênture que poderá ser comprada por investidores comuns terá valor unitário de R$ 1 mil, mas o investimento mínimo para as pessoas físicas será de R$ 3 mil. O pedido máximo de reserva na oferta de varejo será de R$ 300 mil.

Para quem está acostumado com o Tesouro Direto, sistema de compra de títulos públicos pela internet, as debêntures vão se parecer bastante com as NTN-Bs, que são corrigidas pelo IPCA e pagam uma taxa de juros prefixada, em parcelas semestrais. No caso dos papéis da Autoban, o prazo de vencimento é de cinco anos, com a amortização do principal ocorrendo em 15 de outubro de 2017.

As debêntures da concessionária devem pagar um pequeno prêmio, de até 0,25% ao ano, sobre o rendimento da NTN-B com vencimento em agosto de 2016, papel público de prazo mais próximo, por isso neste cenário ficará interessante.

Há, porém, algumas diferenças entre os títulos públicos e as debêntures a que o investidor deve prestar atenção. A primeira, que vale para as debêntures da Autoban e para os demais papéis incentivados que vierem a ser emitidos, é que elas terão isenção de IR sobre o rendimento. Como o incentivo só vale para papéis de longo prazo, isso representa uma economia de 15% sobre o retorno total.

Considerando uma inflação anual de 5% e juro real de 3,5% ao ano (taxa aproximada dos títulos públicos de cinco anos), é possível estimar um rendimento nominal bruto de 8,7% ao ano. Com a incidência do IR de 15%, a rentabilidade líquida cai para 7,4%. Como as debêntures incentivadas estão isentas de IR, não há essa redução de ganho observada nos títulos públicos e com isso o rendimento é maior.

Uma segunda diferença tem relação com a liquidez, que é a facilidade (ou não) de vender os títulos no mercado. O mercado secundário de debêntures no Brasil ainda é pouco desenvolvido, o que pode dificultar a venda antes do vencimento. No Tesouro Direto, a liquidez ocorre por meio de leilões semanais, às quartas-feiras, quando o governo se compromete a recomprar os títulos. Mas isso não acontece com tanta facilidade no caso das debêntures. Então vale analisar como um investimento realmente de longo prazo.

Resta, então, a terceira diferença entre as debêntures incentivadas e os papéis públicos. E ela tem a ver com o risco de crédito. Ao comprar títulos públicos, o investidor corre o risco de crédito do Tesouro Nacional. Ele só não receberá a taxa de juros acordada e o principal se o governo brasileiro quebrar. No caso dos papéis privados, o risco é o da empresa eventualmente ter um problema e não conseguir pagar, Como é muito difícil para um investidor comum analisar esse tipo de risco, podemos levar em consideração as opiniões das agências de rating.

No caso da Autoban, a agência de classificação de risco Standard & Poor's atribuiu nota AAA em escala nacional para os papéis, a mais alta que pode ser concedida. Ou seja, o risco de que a empresa não honre o compromisso seria mínimo. E este parece ser o momento ideal para o investidor começar a se acostumar com o mundo das agências de rating e da análise do risco de crédito. Isso porque existe a expectativa de que em breve comecem a aparecer com mais frequência diversas emissões semelhantes, de segmentos como energia e de outros ramos de logística.

É que em troca do incentivo fiscal, o governo espera que cresçam os investimentos em infraestrutura, visto que o governo incentiva as emissões das empresas de infraestrutura, que usam os recursos para crescerem seus investimentos em produção. Os investidores ganham porque tem uma rentabilidade  razoável e o risco é relativamente menor em comparação com ações. E o governo ganha também porque deixa de colocar recursos ali. Por isso o mercado acredita que este instrumento em breve esteja rondando mais fortemente nossas opções de aplicações, com mais empresas usando este recurso.

Vamos ficar atentos e aproveitar!

Fico por aqui, até a próxima!