terça-feira, 22 de novembro de 2011

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 Pessoal, hoje o banco BTG Pactual entrou com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para captar até R$ 3 bilhões em um fundo de investimentos em participações (FIP) voltado a projetos de infraestrutura. O próprio banco é o coordenador líder da oferta. Trata-se da segunda incursão da instituição na área. O primeiro fundo, chamado Brasil Energia, reuniu R$ 1,1 bilhão em recursos de fundos de pensão e de capital próprio.

 O interessante é que caso atinja a meta de captação, o fundo do BTG será o maior já constituído no país para a área de infraestrutura, que tem atraído a atenção dos investidores em razão da demanda por recursos prevista para os próximos anos, quando acontecerão os grandes eventos de Copa do Mundo e Olimpíadas. Segundo reportagem do Valor de hoje, o prospecto do fundo do BTG não especifica em quais áreas ocorrerão os investimentos. Conforme o documento, a intenção é adquirir ações e títulos conversíveis em ações que permitam a participação no processo decisório das companhias investidas.

  O objetivo do fundo é obter uma rentabilidade equivalente à variação do IPCA mais 15% ao ano. A taxa de administração será de 2% ao ano, mais performance de 20% sobre o que ultrapassar a variação do IPCA mais 8% ao ano. O prazo do FIP é de dez anos. Entretanto esta oportunidade é  para investidores com ao menos R$ 1 milhão para investir, considerados investidores qualificados. Uau!

  E sobre os EUA: As principais agências de classificação de risco decidiram por não rebaixar o rating (nota de crédito) dos EUA conforme especulado ontem. Standard & Poor´s, Moody´s e Fitch afirmaram que a falha no acordo para corte do déficit norte-americano em US$ 1,2 trilhão trará apenas uma revisão na perspectiva da nota, que poderá passar para negativa. Barack Obama, presidente dos EUA, também afirmou ontem que o corte no déficit de US$ 1,2 trilhão ocorrerá com ou sem acordo entre os partidos republicano e democrata, já que a lei o obriga a cortes automáticos. Os problemas continuam sem solução aparente... Até a próxima...