Olá, pessoal...
Os mercados
iniciam esta semana de julho bastante nervosos. Agora há pouco o índice Bovespa caia mais de
3%...
Conforme eu já
havia mencionado em conversas e no blog, a crise na Europa está longe de ser
resolvida.... Hoje a palavra de ordem é a fuga do risco nos mercados,
diante do agravamento das preocupações com a situação da Europa, em especial de
Grécia e Espanha. Sob intenso pessimismo, investidores reagem vendendo ações e
comprando dólares e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
O risco dos espanhóis serem obrigados a pedir um socorro
completo, e não apenas para recapitalizar seus bancos, aumentou. Na Grécia,
pesa a notícia de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) teria sinalizado a
Bruxelas que pode não participar da próxima parcela de ajuda aos gregos, que teriam
descumprido as promessas de reforma. E ainda fazendo frente a esse ambiente
tenso, a comissão que regulamenta o mercado de ações da Espanha proibiu as
vendas a descoberto de ações no país por um período de três meses, na tentativa
de conter o excesso de volatilidade. Mais cedo, a Itália também fez o mesmo,
mas apenas para ações do setor financeiro e por apenas uma semana inicialmente.
O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, diz
não temer que a Espanha trilhe o mesmo caminho da Grécia depois de um acordo de
100 bilhões de euros em empréstimos com Madri. Citado pelo jornal Bild,
Schaeuble avaliou que a situação espanhola é totalmente diferente da grega, que
até agora tem sido incapaz de preencher as condições para receber dois pacotes
de ajuda no total de 240 bilhões de euros. "A economia espanhola é muito
mais forte e possui uma estrutura diferente. O país estará em breve de volta ao
caminho certo", sustentou.
O ministro alemão não quis falar se pensa que a Grécia vai
abandonar o euro se a chamada troica - Fundo Monetário Internacional (FMI),
Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE) - apresentarem um
documento negativo nesta semana. Porém em outra matéria que li no Valor
desta segunda-feira, a Alemanha e outros importantes credores internacionais
não estariam preparados para estender os empréstimos à Grécia para além do que
já foi acordado, segundo o jornal Süddeutsche Zeitung. Um dia antes, a revista
Der Spiegel indicou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) também sinalizou
que não vai tomar parte em qualquer financiamento adicional para a Grécia.
Conforme a publicação, sem o FMI, aumenta a chance de a Grécia quebrar, o
que pode ocorrer em setembro.
O Der Spiegel Online noticiou que a Grécia está atrasada com os
cortes orçamentários e quer suavizar os termos do socorro de 130 bilhões de
euros, acertado em março com seus parceiros europeus e com o FMI, para abrandar
o impacto sobre sua economia. O governo buscaria mais prazo para conseguir
atender ao que foi acertado e isso implicaria mais 50 bilhões de euros de
ajuda, dinheiro esse que tanto Berlim como o Fundo não estariam dispostos a
desembolsar. E vale recordar que, na sexta-feira, o Banco Central Europeu
(BCE) avisou que não vai mais aceitar bônus soberanos gregos como garantia de
empréstimos.
Ufa.... devemos ter uma semana bastante pesada.... vamos
acompanhando...
Um grande abraço, fico por aqui..
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