Olá, pessoal...
Mais notícias por aqui, não tão animadoras, mas vamos lá....... Os analistas do mercado financeiro reduziram pela quinta semana consecutiva suas projeções para a expansão da economia do país em 2012, de acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
A mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, resultado de consulta a mais de cem instituições, recuou de 1,73% para míseros 1,64%, sendo que esta é a quinta semana consecutiva de queda na estimativa. Para 2013, a expectativa se manteve em crescimento de 4%. Não entendo como eles acham que isso irá acontecer em 2013, teria que haver um mega estímulo, uma grande mudança para que a gente possa chegar a estes tão famosos 4% em 2013, portanto, não se animem...
Só para vocês terem idéia, em Agosto de 2011 a projeção do PIB para este ano de 2012 era também de 4%. Depois em Novembro, sentido os efeitos da crise européia e a estagnação americana e seus desdobramentos mundiais, o PIB 2012 projetado pelo mesmo Boletim Focus era já de 3,46%....
Já no primeiro dia do ano (02/01/2012) a projeção estava em 3,3%.. E agora, quase 8 meses depois, estamos reduzindo esta micro expansão para apenas 1,64%... Ou seja, não dá para acreditar num crescimento melhor que este para o próximo ano, a não ser que realmente reformas estruturais e investimentos em infra-estrutura sejam feitos...
Ah, só para constar, o governo federal prevê crescimento econômico de 4,5% em 2013, segundo parâmetros econômicos previstos na proposta de orçamento para 2013, encaminhado na quinta-feira ao Congresso Nacional. Otimistas, não?
A nova revisão de hoje ocorre após a divulgação do desempenho do PIB referente ao segundo trimestre na sexta-feira passada. Houve expansão de 0,4% no período na comparação com o primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número veio abaixo da média de 0,46% apurada pelo Valor Data.
A projeção para a produção industrial também se deteriorou no Focus nesta semana. A mediana agora projeta queda de 1,78% nessa atividade em 2012, ante uma contração de 1,55% prevista na semana passada. É a décima quarta revisão consecutiva para baixo. Para 2013, os analistas continuam a projetar expansão de 4,5%. Novamente, kkkk...
Na sexta-feira, o IBGE informou que a indústria teve contração de 2,5%, no segundo trimestre, ante o primeiro, e de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.
E claro, do outro lado, analistas elevaram pela oitava semana consecutiva suas projeções para a inflação em 2012, de acordo com o boletim Focus. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,19% para 5,20%. Para 2013, as apostas subiram de 5,50% para 5,51%, após terem ficado estáveis por nove semanas consecutivas. A projeção para o IPCA nos próximos 12 meses também subiu, de 5,64% para 5,65%.
Enquanto a expectativa de inflação segue se deteriorando, os analistas mantiveram suas apostas de que a Selic cairá apenas 0,25 ponto até o fim do ano, para alcançar 7,25%. Na semana passada, o Copom reduziu a taxa básica de juros do país em 0,50 ponto percentual, para 7,50%. E certamente esta busca pelo consumo com taxas mais baratas eleva a inflação, por isso as médias continuarão subindo.
Analistas consideraram que, no comunicado da decisão, o colegiado do Banco Central praticamente descartou a possibilidade de nova redução de meio ponto na Selic ao dizer que se houver uma redução adicional ela será conduzida “com máxima parcimônia”. Uma redução de 0,25 ponto seria mais provável, segundo eles. Para o fim de 2013, a mediana das projeções subiu de 8,25% para 8,50%.
Já falando em câmbio, as projeções do mercado para a taxa de dólar ao fim de 2012 e de 2013 permaneceram inalteradas pela quarta semana consecutiva, em R$ 2,00. Em agosto, o dólar fechou em 2,031, queda de 0,93% no mês.
Bom, só nos resta diversificarmos ao máximo nossa carteira de investimentos para tentarmos minimizar os impactos que agora nos atingem desde a renda fixa, com taxas mais baixas, bem como na renda variável, com nossas ações não conseguindo se descolar do stress no mercado mundial.. A dica é buscar opções para mesclar as carteiras com produtos como fundos imobiliários, multimercados, fundos com inflação, crédito privado, entre outros...
Bem, fico por aqui, até a próxima!
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