Olá, pessoal.... último post do ano... Afinal, todos nós (inclusive esta que vos escreve) merecemos uma trégua neste período tão gostoso entre o Natal e o Ano-Novo, não?
Bom, fechamento de 2011 sem quase novidades... Esta trégua no noticiário europeu e a aprovação hoje no Congresso norte-americano dos cortes de impostos em folha de pagamento por mais dois meses assegurou um rali modesto de Natal nas bolsas no exterior. Mas é uma alta bastante cautelosa, visto que os problemas na zona do euro continuam os mesmos e sem solução à vista, como temos visto há meses...
Ao mesmo tempo por aqui o mercado ainda está absorvendo o Relatório de Inflação e a queda para 5,2% da taxa de desemprego do IBGE, ambos divulgados ontem. As mudanças no compulsório sobre depósitos a prazo anunciadas ontem à noite pelo Banco Central, com o propósito de ajudar os bancos pequenos e médios a aumentarem os seus negócios de venda de carteiras, foram consideradas positivas. Se ontem o dia ainda reservou alguns anúncios importantes no Brasil e no exterior, que mexeram bastante em alguns mercados, hoje o clima de Natal esvaziou as mesas de operação.
E a crise econômica internacional dominou a mensagem de Natal que a presidente Dilma Rousseff fez nesta noite em cadeia nacional de rádio e televisão. Em um pronunciamento de quase dez minutos, ela afirmou que o Brasil está tomando as medidas necessárias para uma “possível” piora no cenário. Já para 2012, Dilma prometeu redução de impostos, a retomada do crédito e estabilidade fiscal. Ela disse ainda que no novo ano haverá um “forte aumento do salário mínimo”. Hoje foi assinado o decreto que estabeleceu o salário mínimo em R$ 622,00, representando um aumento de 14,13%, passando a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2012.
Já nos mercados acionários, a bolsa brasileira fechará 2011 em terreno negativo, pois já apresenta queda de mais de 17% no ano, enquanto os ativos das duas empresas mais significativas do benchmark acumulam baixas de cerca de 15% (Petrobras) e 14% (Vale). Uma série de fatores pressionou os ativos das duas companhias ao longo do ano, que por terem um forte peso no benchmark da bolsa brasileira, ajudaram a puxá-lo ainda mais para baixo.
Agora que 2011 está acabando, seguem as perspectivas para os papéis de Vale e Petrobras segundo dois especialistas consultados pela equipe Infomoney e que repasso a vocês, o Pedro Galdi, da SLW Corretora, e Carlos Müller, da Geral Investimentos. De acordo com as perspectivas de Müller, não há motivos para o investidor se animar no que diz respeito à Petrobras. "As ações ainda refletiram em 2011 o processo de capitalização, iniciado em 2010. Existem muitas dúvidas e incertezas sobre o pré-sal e de como serão feitos os investimentos da companhia, é possível até que uma nova capitalização aconteça. Por conta disso, o papel não terá uma performance acima do Ibovespa em 2012", explicou.
Já sobre a Vale, segundo Galdi, os ativos da companhia sofreram com as mudanças no comando da mineradora, com a saída de Roger Agnelli e a entrada de Murilo Ferreira. Porém, para o ano que vem, as expectativas são um pouco melhores. "O desempenho ainda será ruim no primeiro semestre, com a crise na Europa que seguirá como pedra no sapato dos mercados, mas a situação para a mineradora terminará mais amena", acredita.
Minha estratégia para meus clientes neste momento é diversificar a carteira com outras opções em ações e fundos multimercados, além de aproveitar o mercado de renda fixa, ainda bastante interessante.
Bem, desejo a todos que me leem que tenham um Natal Maravilhoso e um 2012 repleto de saúde, paz, alegrias, amor e sucesso!!! Que 2012 chegue com muitas boas notícias!!
Obrigada por sua parceria, ano que vem tem muito mais!!
Fico por aqui, um grande abraço!
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