segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Semana começando...

 Olá, pessoal, mais uma semana começando...
 No mercado internacional mais uma vez esperava-se que a Grécia anunciasse neste fim de semana um acordo com os credores privados para a reestruturação da sua dívida, o que não aconteceu, apesar da pressão para que se chegasse a um entendimento antes da reunião de cúpula da União Europeia que acontece hoje em Bruxelas. Este impasse pesou sobre os principais mercados internacionais. A falta de um acordo no fim de semana entre a Grécia e seus credores privados testou a paciência dos investidores. Apesar das afirmações de autoridades gregas de que um entendimento está muito próximo, nada de concreto foi anunciado. Além disso, parecem estar crescendo as tensões entre os gregos e os alemães sobre o segundo pacote internacional de resgate para Atenas.

 O ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäeuble, disse ontem segundo reportagem da Agência Estado que a União Europeia poderá se recusar a aprovar um novo pacote de ajuda financeira à Grécia, de
cerca de 130 bilhões de euros, forçando o país a declarar default da dívida. Para evitar esse destino, a Grécia precisa convencer os líderes europeus que fará as reformas e ajustes necessários.
Hoje, durante a cúpula em Bruxelas, os gregos foram novamente alvo de críticas. O primeiro-ministro da Suécia, Frank Reinfeldt, disse que há uma "crescente frustração" na UE por causa do fracasso da Grécia em implementar reformas. Já Jean-Claude Juncker, presidente do grupo de ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo), disse que não é aceitável que se imponha uma regra de monitoração especial para a Grécia. Durante o fim de semana, surgiu a informação de que a Alemanha estava pressionando por um czar especial para o orçamento, com a intenção de monitorar a implementação da política orçamentária pelos gregos. De concreto, por enquanto muito pouco...

 Outro dado negativo vindo da Europa hoje foi a contração do PIB da Espanha no quarto trimestre do ano passado, que recuou 0,3% na comparação com o terceiro trimestre. Já um dos poucos sinais de esperança foi a confiança do consumidor na zona do euro, que melhorou para -20,7 em janeiro, de -21,3 em dezembro. Mas isso não foi suficiente para animar os investidores. A interrupção da sequência de altas da Bovespa, na última sexta-feira, teve continuidade hoje, só que de modo mais rígido. Desde a abertura do pregão, o sinal negativo prevaleceu nos negócios locais, testando o nível dos 62 mil pontos, no mesmo ritmo da realização de lucros que impera no exterior. A ausência de um acordo entre a Grécia e seus credores privados e a decepção com os dados econômicos nos EUA abrem caminho para tal movimento. As ações de bancos e de construtoras figuraram entre os destaques de baixa.

 Para completar o mau humor dos investidores, nos EUA os gastos dos consumidores ficaram estáveis em dezembro, contrariando a previsão de alta. Bom, após oito pregões de alta, a Bovespa finalmente fez uma pausa e encerrou a sexta-feira ligeiramente no vermelho, sem conseguir cravar os 63 mil pontos (nem na data de hoje). Mas essa perda de vigor da Bolsa hoje não ofusca o brilho do mercado acionário doméstico. Em janeiro, a alta do Ibovespa atinge quase 11%, amparada em forte ingresso de recursos estrangeiros, este deve ser o melhor mês de capital externo desde 2007, vamos aguardar os resultados.

 Bom, por enquanto é isso, até a próxima!!

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