Olá, pessoal...
A Ata do Copom divulgada semana passada sinalizou que neste ano chegaremos a uma taxa básica de juros a 9%aa e assim ficará até o final do ano, ou seja, deveremos ter apenas mais um corte de 0,75p.p. e 2012 fechará com a Selic ainda acima da mínima que tivemos no governo Lula (de 8,75% aa).
Isto porque o ano é de eleições municipais e parece que o governo não quer atrito ao mexer nas regras da poupança e perder pontos preciosos na sua corrida eleitoral visando ganhar terreno na cidade mais importante do País. Mudança que certamente deverá ocorrer no cálculo da poupança ao chegarmos numa Selic abaixo de 8,75%aa. Pois isto diminuirá a rentabilidade dos fundos mais conservadores, tornando a poupança um investimento mais rentável. E claro, para quem não sabe, é fundamental para o governo que os fundos sejam mais atrativos, afinal, a maior parte da carteira destes produtos é composta de títulos emitidos pelo governo para financiar sua dívida, ou seja, se não houver compradores, não como o governo rolar sua dívida....
Neste cenário, vejo apenas o caminho da diversificação. Embora nossas taxas reais ainda sejam as mais altas do mundo (mesmo com uma Selic a 8,5% ela ainda será), nós brasileiros, acostumados a ganhar muito com renda fixa sem correr nenhum risco temos que entender que nossa realidade mudou e que daqui para frente, a diversificação precisa fazer parte de nossas carteiras se quisermos no final do período ter um retorno levemente superior.
Claro que esta não é uma regra sem exceção. Recessão mundial, crise nos países do Velho Mundo e na maior economia do planeta também contribuem para que nossos mercados, por mais robustos que estejam em toda sua história, sofram grandes desvalorizações. Por isso o perfil do investidor brasileiro precisa se adequar. Longo prazo por parte dos clientes era aplicação de um ano, dois no máximo. Agora entendemos que longo prazo realmente são aplicações acima de 5, 7 anos. E que mesmo o “curto” prazo precisa de “algum” prazo para mostrar resultados, visto que a volatilidade é a palavra chave em qualquer portfólio.
Está pior assim? De forma alguma... Jamais tivemos tanta abundância de escolha de produtos: além da famigerada Renda Fixa, Títulos, CDBs de vários bancos podendo compor uma diversificação sem risco usando o benefício do FGC (Fundo Garantidor de Crédito); Fundos Imobiliários que estão indo muito bem, FIDCs, FIPs, inúmeros fundos multimercados de gestoras independentes que conseguiram em 2011 (com bolsa caindo) bater mais de 20% de alta... A verdade é que nunca tivemos tão sofisticado sistema de gestão, com tantos bons profissionais gerindo excelentes fundos. Ganhará quem conseguir aproveitar o cenário e diversificar de forma inteligente sua carteira, saindo com parte de suas carteiras dos tradicionais e engessados bancos para trilhar caminho no crescente mercado das gestoras e asset´s que a cada dia se especializam para buscar produtos que realmente fazem a diferença.
Quer entender mais sobre o que acabei de comentar? Recomendo a leitura da revista Istoé Dinheiro - edição 754 de 21/03/12, que acabou de sair. A última página traz um artigo excelente de Claudio Gradilone sobre a ganância dos bancos. E na página anterior semanalmente eles apontam um ranking dos melhores fundos multimercados, renda fixa e ações. Se você acompanhar as edições, verá que a maioria dos melhores produtos não são dos grandes bancos. E mesmo quando estes aparecem lá, referem-se a produtos de segmentos Private, fora da grande rede de agências. Por isso, fique atento e pesquise sempre...
Bem, fico por aqui... até a próxima!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário